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Irã chama de ‘grande traição’ plano de paz dos EUA para Israel e palestinos

Irã chama de ‘grande traição’ plano de paz dos EUA para Israel e palestinos

Khamenei pronuncia o sermão do Eid al-Fitr em Teerã - Site de Khamenei/AFP

O guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, denunciou nesta quarta-feira (5) o plano de paz dos Estados Unidos para o conflito israelense-palestino, que será lançado em breve, chamando-o de “grande traição do mundo islâmico”.

A Casa Branca anunciou em maio que irá organizar no Barein uma conferência nos dias 25 e 26 de junho sobre os aspectos econômicos do plano promovido por Jared Kushner, genro e assessor do presidente Donald Trump.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, aliados de Washington, anunciaram sua participação na conferência.

“O objetivo desta conferência é realizar um plano traiçoeiro e desprezível dos Estados Unidos sobre a Palestina”, declarou o guia supremo iraniano durante a oração do “Eid al-Fitr” transmitida pela televisão estatal.

“O ‘acordo do século’ é uma grande traição do mundo islâmico. Se Deus quiser, nunca irá se materializar. Esperamos que os líderes do Bahrein e da Arábia Saudita percebam a situação em que estão se metendo”, acrescentou.

Os líderes palestinos anunciaram que não comparecerão à reunião no Bahrein. Com o boicote ao governo americano desde o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel, no final de 2017, os palestinos deixaram clara sua oposição a qualquer tentativa de promover “uma normalização econômica da ocupação israelense na Palestina”, declarou o secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat.

Na última sexta-feira, milhares de iranianos, incluindo o presidente Hassan Rohani, protestaram em Teerã durante o “Dia de Jerusalém” em apoio aos palestinos e contra o plano de paz dos Estados Unidos.

Khamenei disse em seus comentários postados em seu site oficial nesta quarta-feira que a República Islâmica não buscava “lançar os judeus ao mar” e considerou que um referendo seria uma solução para o conflito israelo-palestino.

Esta consulta aconteceria, de acordo com sua proposta, com “a participação de muçulmanos, cristãos e judeus da Palestina, bem como com os refugiados palestinos, sobre um sistema de governo”.