TEERÃ, 10 FEV (ANSA) – Milhares de iranianos se reuniram nas ruas do Teerã nesta sexta-feira (10) para celebrar o 38º aniversário da Revolução Islâmica. Aos gritos de “Morte aos Estados Unidos” e exibindo cartazes de protesto, os cidadãos presentes aproveitaram o manifesto para denunciar as “ameaças” contra o país representadas pela política do presidente norte-americano, Donald Trump.
Em um discurso para a multidão, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, afirmou que “é necessário falar com o povo iraniano com respeito. O povo iraniano fará com que se arrependa qualquer um que use linguagem ameaçadora”.
“Nós iremos confrontar fortemente qualquer política belicosa”, acrescentou Rouhani. Na semana passada, o governo dos Estados Unidos implementou sanções contra cidadãos e empresas do país após o regime iraniano realizar um teste de míssil balístico.
Recentemente, Trump disse que o Irã é o “Estado terrorista número um”. Além disso, o magnata incluiu o país no decreto que proíbe a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana e refugiados nos Estados Unidos. No entanto, a medida foi suspensa pela Justiça.
Durante o protesto, os manifestantes também exibiram imagens do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e da primeira-ministra britânica, Theresa May, com o lema “Os iranianos não temem as ameaças”.
“As manifestações com milhões de iranianos mostram a potência do Irã islâmico”. A mobilização é uma resposta às “mentiras dos novos dirigentes da Casa Branca”, ressaltou Rouhani.
Além disso, “a presença da população é uma mensagem a Trump: se cometer um erro, o povo fará com que lamente”, disse o deputado reformista Mostapha Kavakebian, presente no protesto.
O país está comemorando o aniversário da vitória da Revolução Islâmica que em 1979 derrubou o xá Mohammad Reza Palevi, aliado dos Estados Unidos, e instaurou uma república islâmica comandada pelo aiatolá Ali Khamenei. (ANSA)