Irã rebate EUA e ameaça governo Trump em caso de ataque militar

Declaração acontece após presidente americano dizer estar pronto para uma invasão no país mulçumano se preciso; iranianos realizam manifestações contra governo local há duas semanas

Irã
Mohammad Bagher Qalibaf, chefe do parlamento iraniano Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governo iraniano elevou o tom neste domingo, 11, ao sinalizar que responderá militarmente caso seja alvo de uma ofensiva conduzida pelos Estados Unidos. A reação, segundo Teerã, atingiria Israel e estruturas militares norte-americanas espalhadas pela região. A advertência foi feita pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, que afirmou que um eventual ataque colocaria sob risco tanto o território israelense quanto bases e embarcações dos EUA. A declaração foi divulgada pela agência Reuters.

A fala acontece após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que poderá agir e que “está pronto” caso o governo iraniano reprima as manifestações que acontecem no país. Há duas semanas, milhares de iranianos estão nas ruas em protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.

“Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos”, disse Qalibaf, segundo a Reuters.

Também neste domingo, o presidente Masoud Pezeshkian acusou Estados Unidos e Israel de estimularem o agravamento da crise ao incentivar confrontos nas ruas. Ele pediu que a população se afaste de grupos que classificou como “badernistas e terroristas”.

De acordo com a ONG Iran Human Rights, ligada aos direitos humanos, ao menos 192 pessoas morreram desde o início das manifestações. Esse número pode aumentar nas próximas horas, de acordo com autoridades locais.

O The New York Times informou que Donald Trump está em contato com assessores para definir as alternativas militares no Irã, mas que não bateu o martelo sobre o assunto. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, já debateu o tema com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu.