Irã afirma que não negociará com EUA e anuncia ataque ao gabinete de Netanyahu

Exército israelense bombardeou o Irã e o Líbano nesta segunda-feira

Israel bombardeou o Líbano em 2 de março, expandindo o conflito por toda a região
Israel bombardeou o Líbano em 2 de março, expandindo o conflito por toda a região Foto: JAAFAR ASHTIYEH / AFP

O Irã “não negociará com os Estados Unidos”, afirmou nesta segunda-feira, 2, Ali Larijani, o poderoso chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional de Teerã.

Em uma publicação no X, Larijani negou as informações da imprensa de que as autoridades iranianas tentaram iniciar conversações com o governo de Donald Trump após a onda de ataques americanos e israelenses no fim de semana, que aconteceu após uma série de negociações nucleares entre Teerã e Washington.

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Também nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que lançou mísseis contra edifícios governamentais de Israel em Tel Aviv e contra instalações militares e de segurança em Haifa e em Jerusalém Oriental.

“Entre os alvos da 10ª onda, ocorreu um bombardeio ao complexo governamental do regime sionista em Tel Aviv, ataques contra centros militares e de segurança de Haifa e um bombardeio em Jerusalém Oriental”, anunciou o exército ideológico da República Islâmica em um comunicado.

Alguns dos alvos dos bombardeios iranianos foram o gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o quartel-general do comandante da Força Aérea de Israel. Israel não confirmou se o gabinete de Netanyahu foi realmente atingido.

Israel bombardeia Irã e Líbano

O Exército de Israel anunciou ataques simultâneos no Irã e no Líbano nesta segunda-feira, 2, e advertiu o movimento islamista libanês Hezbollah que pagará “caro” por abrir fogo contra o país.

“Neste momento, centenas de aviões da Força Aérea estão bombardeando simultaneamente o Líbano e o Irã”, disse o porta-voz militar, general Effie Defrin, na televisão.

“O Hezbollah abriu fogo durante a noite. Sabia exatamente o que estava fazendo. Nós advertimos e eles pagarão caro por isso”.

De acordo com o Ministério da Saúde libanês, as “incursões do inimigo israelense” nos subúrbios do sul de Beirute e no sul do Líbano “provocaram, segundo um balanço inicial, as mortes de 31 cidadãos e feriram 149 cidadãos”.

Trump defende ataques contra o Irã

No dominfo, 1º, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou justificar a operação militar contra o Irã pela suposta necessidade de garantir a segurança de longo prazo dos Estados Unidos, além de preparar o terreno para mais baixas após o anúncio da morte de três soldados americanos.

“Infelizmente, é provável que haja mais antes que isso termine”, disse Trump em um vídeo publicado em sua plataforma Truth Social, em resposta à notícia das baixas.

“Os Estados Unidos vingarão suas mortes e desferirão o golpe mais duro contra os terroristas que declararam guerra, basicamente, à civilização”, afirmou o presidente republicano desde sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

Trump não se dirigiu diretamente à nação desde o início da guerra contra o Irã no sábado, mas publicou duas mensagens em vídeo, anunciou a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em uma mensagem escrita, e concedeu entrevistas por telefone a vários meios de comunicação.

Em uma entrevista ao New York Times, ele declarou que os Estados Unidos estão preparados para que a operação dure “quatro ou cinco semanas”.

Sobre o futuro do país, e em particular sobre quem vai governar o Irã, Trump afirmou no domingo que tem “três bons” candidatos para administrar o Irã, em uma breve entrevista ao mesmo jornal.

“Tenho três boas opções”, afirmou Trump quando foi perguntado sobre quem gostaria de ver comandando o país. “Não os revelarei por enquanto. Vamos primeiro terminar o trabalho”, disse.

* Com informações da AFP