Ipsos/Ipec: maioria defende que Brasil fique neutro sobre ações dos EUA na Venezuela

Além disso, 57% dos entrevistados não temem ação simular em território nacional

Trump confirmou ataque à Venezuela e disse que Maduro foi capturado
Nicolás Maduro e Donald Trump Foto: FEDERICO PARRA / AFP

A pesquisa Ipsos/Ipec, divulgada nesta segunda-feira, 19, mostra que a maioria dos brasileiros defende que o Brasil tenha uma posição neutra em relação às ações dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultaram na captura de Nicolás Maduro no dia 3 de janeiro de 2026.

Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados apoiam a neutralidade brasileira, enquanto 17% defendem um posicionamento a favor da ação militar norte-americana e 9% acham que o Brasil deve ser contrário ao ocorrido.

Posicionamento neutro do Brasil: 

  • Apoiar: 17%;
  • Ser contra: 9%;
  • Se manter neutro: 66%;
  • Não sabe/Não respondeu: 9%.

Ao serem questionados se temem que os EUA façam o mesmo contra o Brasil, 57% dos brasileiros afirmaram não temer, já 14% têm muito medo e 23% um pouco de medo.

Medo de ação militar dos EUA no Brasil: 

  • Muito medo: 14%;
  • Um pouco de medo: 23%;
  • Nenhum medo: 57%;
  • Não sabe/Não respondeu: 6%.

Em um outro recorte, 23% acreditam que as ações estadunidenses nos país venezuelano poderão ter consequências positivas no Brasil, enquanto 29% acham que serão negativas e 28% consideram que não terão nenhuma consequência.

Motivação da ação militar dos EUA: 

  • Defender a democracia e os direitos humanos dos venezuelanos: 22%;
  • Controlar o petróleo e os recursos naturais da Venezuela: 26%;
  • Garantir a segurança nacional dos Estados Unidos: 6%;
  • Combater o narcotráfico: 18%;
  • Enfraquecer governos de esquerda na América Latina: 6%;
  • Não sabe/Não respondeu: 23%.

Concordo ou discorda da operação: 

  • Concorda  totalmente: 36%;
  • Concorda em parte: 15%;
  • Não concorda, nem discorda: 6%;
  • Discorda em parte: 9%;
  • Discorda totalmente: 19%;
  • Não sabe/Não respondeu: 15%.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais em 130 municípios, entre os dias 10 e 14 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.