IPCA-15 em 12 meses acelera após três meses de arrefecimentom revela IBGE

A alta de 0,20% registrada em janeiro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi a taxa mais elevada para o mês desde 2024, quando subiu 0,31%. O resultado fez a taxa acumulada em 12 meses voltar a acelerar, após três meses consecutivos de arrefecimento, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em janeiro de 2025, o IPCA-15 tinha registrado alta de 0,11%. A taxa do IPCA-15 acumulada em 12 meses passou de 4,41% em dezembro de 2025 para 4,50% em janeiro de 2026.

Grupos pesquisados

Dois dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 registraram quedas de preços em janeiro. As deflações ocorreram em Habitação, redução de 0,26% e impacto de -0,04 ponto porcentual, e Transportes, queda de 0,13%, uma contribuição de -0,03 ponto porcentual para a alta de 0,20% registrada pelo IPCA-15 deste mês.

Os aumentos foram registrados em Artigos de Residência, alta de 0,43% e impacto de 0,02 ponto porcentual; Saúde e cuidados pessoais, aumento de 0,81% e contribuição de 0,11 ponto porcentual; Comunicação, alta de 0,73%, impacto de 0,03 ponto porcentual; Vestuário, aumento de 0,28%, impacto de 0,01 ponto porcentual; Despesas Pessoais, aumento de 0,28%, impacto de 0,03 ponto porcentual; Alimentação e bebidas, aumento de 0,31%, impacto de 0,07 ponto porcentual; e Educação, alta de 0,05% e impacto de 0,00 ponto porcentual.

O resultado geral do IPCA-15 em janeiro foi decorrente de altas de preços em nove das 11 regiões pesquisadas. A maior taxa foi registrada no Recife, alta de 0,64%. O menor resultado ocorreu em São Paulo, queda de 0,04%.