Economia

IPC-S fica em 0,64% em maio ante 0,49% em abril, aponta FGV

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou para 0,64% em maio, ante 0,49% em abril, informou nesta quarta-feira, 1º, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na terceira quadrissemana de maio, o IPC-S havia ficado em 0,68%. O indicador acumula altas de 4,23% no ano e de 9,15% em 12 meses.

O IPC-S de outubro ficou dentro das estimativas apuradas pelo AE Projeções, que iam de 0,59% a 0,70%. A mediana era de 0,68%.

Das oito classes de despesas analisadas, cinco registraram acréscimo em suas taxas de variação de preços na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de maio: Habitação (de 0,48% para 0,77%), Despesas Diversas (2,67% para 3,65%), Educação, Leitura e Recreação (-0,24% para -0,13%) e Vestuário (0,51% para 0,65%).

No sentido contrário, registraram decréscimo os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (2,16% para 1,36%), Alimentação (0,90% para 0,77%) e Transportes (-0,22% para -0,42%).

Saúde e cuidados pessoais

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que recuou de 2,16% na terceira leitura de maio para 1,36% na última quadrissemana do mês, foi o que mais contribuiu para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) divulgado pela FGV. O indicador geral recuou 0,04 ponto porcentual, de 0,68% para 0,64% entre os dois períodos.

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais, a FGV destacou o comportamento do item medicamentos em geral, cuja taxa desacelerou de 5,94% para 2,83% entre a terceira e a quarta quadrissemana de maio.

Dentre as outras duas classes de despesa que registraram desaceleração, os itens frutas (3,67% para 1,03%) e tarifa de ônibus urbano (-0,06% para -0,28%) foram as maiores contribuições, respectivamente, nos grupos Alimentação e Transportes.

Os itens com as maiores influências negativas foram etanol (-6,89% para 7,06%), cenoura (-24,00% para -27,38%), tangerina (mexerica) (-6,70% para 15,37%), gasolina (0,01% para -0,49%) e banana-prata (-1,19% para -3,49%).

Já os itens com as maiores influências positivas foram cigarros (6,44% para 8,70%), tarifa de eletricidade residencial (0,82% para 2,20%), batata-inglesa (26,00% para 16,23%), taxa de água e esgoto residencial (1,68% para 2,70%) e refeições em bares e restaurantes (0,38% para 0,60%).

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