Economia

Investimento Direto no País soma US$ 5,306 bi em fevereiro, diz BC


Os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 5,306 bilhões em fevereiro, informou nesta sexta-feira, 24, o Banco Central. O resultado ficou dentro das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 3,800 bilhões a US$ 5,500 bilhões, mas acima da mediana de US$ 4,600 bilhões.

Nos dois primeiros meses do ano, a entrada de IDP chegou a US$ 16,834 bilhões A estimativa do BC para 2017 foi mantida em US$ 75,0 bilhões.

No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 84,387 bilhões, o que representa 4,59% do Produto Interno Bruto (PIB).

Investimento em ações

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou positivo em US$ 652 milhões em fevereiro, informou o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido positivo em US$ 871 milhões.

Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou negativo em US$ 1,559 bilhão em fevereiro, ritmo bem menor que a saída líquida de US$ 3,912 bilhões observada em igual mês do ano passado.

No mesmo relatório, o BC atualizou a previsão para ingresso de recursos de investidores estrangeiros para os dois mercados. Para as ações brasileiras, a estimativa de ingresso permaneceu em US$ 10 bilhões. Para os papéis de renda fixa negociados no Brasil, a estimativa do BC para a saída de estrangeiros desse mercado foi reduzida de US$ 10,0 bilhões para US$ 7,0 bilhões.

Taxa de rolagem

O Banco Central informou que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 57% em fevereiro.

Esse patamar significa que não houve captação de valor em quantidade similar para rolar compromissos das empresas no período. O resultado ficou acima do verificado em fevereiro do ano passado, quando a taxa havia sido de 55%. No primeiro bimestre de 2017, a taxa de rolagem total ficou em 79%.

De acordo com os números apresentados pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo, antes chamados de “bônus, notes e commercial papers”, ficou em 37% em fevereiro. Em igual mês de 2015 havia sido de 30%. Já os empréstimos diretos atingiram 59% no mês passado ante 69% de fevereiro do ano anterior.

No primeiro bimestre deste ano a taxa de rolagem para os títulos de longo prazo ficou em 20% e, para os empréstimos diretos, 88%.