O primeiro-ministro peruano Salvador del Solar garantiu, nesta quarta-feira, que as investigações dos casos de corrupção da empresa brasileira Odebrecht, que envolve quatro ex-presidentes, não vão afetar os investimentos estrangeiros, mas estimulá-los.
“O que está acontecendo no Peru, o que alguns investidores já estão comentando é que no nosso país muito pelo contrário os investimentos não serão afetados, vão ser mais estimulador a vir para um país que está demostrando solidez, onde a justiça funciona”, disse del Solar.
Del Solar disse que o governo continuará apoiando as entidades de justiça (Ministério Público e Judiciário) para que o Peru possa deixar para trás as práticas de corrupção que afetaram a política e a economia.
“O que estamos fazendo é limpar a casa”, disse ele.
Na semana passada, o ex-diretor da Odebrecht no Peru, o brasileiro Jorge Barata, depôs no Brasil para os promotores peruanos, aos quais entregou “as rotas de dinheiro” que a construtora distribuía entre os governantes peruanos, de presidentes a prefeitos, para ganhar contratos de obras públicas.
Seu testemunho, fruto de um acordo de colaboração entre a Odebrecht e o promotor peruano, compromete quatro presidentes peruanos, entre eles Alan García (1985-1990 e 2006-2011), que se suicidou quando seria preso por este caso em 17 de abril.