Lives

Intervenção na Petrobras: ‘Em dois dias, o governo perdeu duas vezes o valor do auxílio emergencial’, diz senador

O senador Otto Alencar (PSD-BA), participou da live da ISTOÉ, nesta terça-feira (23).  O parlamentar baiano foi deputado estadual, secretário de Saúde no seu estado, além de governador.

Líder do seu partido no Senado, Otto fez uma análise das mais diversas crises que o País atravessa, como a política, econômica e sanitária.

“O governo não pode funcionar por impulso. A maioria das crises são gestadas dentro do Palácio do Planalto”, afirma.

Observador atento do cenário político, Alencar durante a conversa celebrou a indicação pelos seus pares, horas antes da entrevista, para presidir a Comissão de Assuntos Econômicos para o biênio 2021-2023. O cargo que Otto ocupará é importantíssimo na estrutura de poder em Brasília, já que a CAE é responsável por deliberar os projetos de leis que tratam de assuntos relacionados à economia.

Otto entende que o jeito Bolsonaro de governar está empurrando o Brasil ladeira abaixo.

“Não dá para continuar assim”, afirma. “O governo perdeu em dois dias duas vezes o valor do auxílio emergencial que está se discutindo no Congresso”, disse o parlamentar. “Atitude errada [demissão do presidente da companhia] que foi tomada pelo presidente”, completa.

Médico, ex-secretário de Saúde da Bahia, Otto avalia que “não há como não colocar nas costas do governo federal a condução errada da crise do coroanvírus”. Para ele, “os brasileiros poderiam estar vivendo um momento muito mais tranquilo, em termos de saúde pública e até na politização da vacina. O presidente errou muito ao dizer que a doença era só uma gripezinha. Ele não foi correto. Houve uma falha imperdoável de Bolsonaro e de seu ministro da Saúde”.

Com posições firmes e objetivas, o parlamentar acredita que sem uma ampla vacinação, o País terá mais um ano perdido.

“Não há como resolver o problema do crescimento econômico sem a imunização da classe trabalhadora. O caminho é a vacina. Ainda é tempo de o País acordar.”, ressalta.

Quando a questão é uma possível intenção em ser candidato .Na troca de ideias, o senador revelou que vê com bons olhos a indicação de seu nome para ocupar a cadeira de Bolsonaro na eleição do ano que vem. “Aceitaria, sem nenhuma dúvida, ser candidato a presidente da República em 2022”, finaliza.