A organização do GP do Brasil garantiu que a atual fase da reforma do paddock do autódromo de Interlagos deve ser entregue até o dia 30 de setembro. A obra realizada na área da parte dos fundos dos boxes onde circulam pilotos, equipes e convidados, inclui a finalização do pavimento superior, entregue no ano passado, e a modernização de infraestruturas subterrâneas de drenagem, esgoto e energia elétrica. A corrida da Fórmula 1 neste ano será no dia 12 de novembro.

“Interlagos ficará entre os três melhores autódromos do mundo. Havia defasagem de conforto para equipes e funcionários, mas resolvemos isso”, disse o promotor do GP do Brasil, Tamas Rohonyi. As obras integram a terceira e última fase da revitalização de Interlagos, intervenções feitas em contrapartida à assinatura do contrato para a realização da corrida até 2020.

Ao custo de R$ 160 milhões, com recursos federais do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do Turismo, a reforma começou em 2014. A primeira etapa incluiu a troca completa do asfalto e mudanças tanto na entrada dos boxes, como nas áreas de escape. No ano passado foi iniciada a fase mais densa, com a ampliação da área do paddock, antes bastante criticada pelas equipes pela falta de espaço.

As escuderias reclamavam do aperto das instalações para guardar equipamentos, realizar reuniões, preparar refeições e receber convidados. A obra, então, ampliou a distância dos boxes para o paddock de oito para dez metros, além de construir um novo prédio, de dois andares. O pavimento térreo foi entregue no ano passado. O andar superior ficará pronto em setembro e será destinado para a área VIP.

“As obras seguirão até o fim de setembro, mesmo com eventos de outras categorias, como a Stock Car”, afirmou o engenheiro responsável, Luis Ernesto Morales. Todo o investimento na área do paddock custará cerca de R$ 101 milhões. Parte desse valor inclui também um novo centro operacional de seis pavimentos e a demolição da torre de controle.

Outras intervenções no local ficaram para 2016, como a instalação de cobertura do paddock e a reforma nos boxes. As equipes vão encontrar um local com o teto mais alto e divisórias móveis, que vão possibilitar ampliar o espaço ou até destinar a edificação para outros eventos. “São obras mais de atualização. A parte prioritária para o funcionamento da Fórmula 1 será entregue antes”, explicou Morales.