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Interino palmeirense aponta tropeços inadmissíveis e se diz alheio às negociações

A pior série negativa do Palmeiras desde 2016 serviu como motivação na partida contra o Tigre, na noite de quarta-feira, pela rodada final da fase de grupos da Copa Libertadores. Após a goleada por 5 a 0, o técnico interino Andrey Lopes, o Cebola, destacou que a série de quatro derrotas no Campeonato Brasileiro, classificada por ele como “inadmissível”, foi utilizada como tema da preleção. Além disso, garantiu estar alheio às negociações da diretoria para definir o novo treinador.

“É bom ganhar. A gente vinha de quatro resultados negativos em outra competição. Temos de ganhar, pela grandeza do Palmeiras. Eu passei para eles isso na palestra, o Palmeiras não pode, de maneira nenhuma, ter quatro reveses. É inadmissível. A gente tinha de ganhar um jogo, sim, imediatamente”, afirmou.

Ao mesmo tempo em que admitiu o clima de crise, o interino palmeirense avaliou o momento de oscilação como natural, ressaltando que a goleada por 5 a 0 sacramentou uma campanha praticamente perfeita, com 16 de pontos de 18 possíveis, sendo a melhor da fase de grupos da Libertadores.

“Momento conturbado, mas ficamos com a melhor campanha da Libertadores nesse ano. No Brasileiro a gente vem de quatro derrotas. Normal, a gente oscila. O time oscilou, de fato. Estou no Palmeiras faz três anos, conheço bem o plantel e o clube. A gente toca o trabalho com tranquilidade, não interfere no grupo. Os atletas são experientes, com a mescla dos mais novos, mas é tranquilo”, comentou.

Cebola, que assumiu o comando do time provisoriamente, após a saída de Vanderlei Luxemburgo, havia perdido na sua estreia como interino, para o Fortaleza. É possível que ele dirija o Palmeiras por mais algum tempo, especialmente após a recusa de Miguel Ángel Ramirez em assumir o time. E o próximo jogo com ele no banco de reservas será no domingo, fora de casa, diante do Atlético Goianiense, pelo Brasileirão.

O interino assegurou que o fracasso nas negociações com o treinador espanhol, hoje à frente do Independiente del Valle, não interfere no seu trabalho. “Ele não se acertou com o clube, mas não vejo ligação de uma coisa com a outra, da negativa dele com o trabalho no clube. Eu como auxiliar da casa tenho tocado o trabalho, sem problema nenhum”, disse.

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