Economia

Interesse no País segue o mesmo,diz diretor da Thyssen

O interesse da ThyssenKrupp no Brasil segue o mesmo e a venda da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) para a Ternium condiz a um redirecionamento de enfoque do conglomerado alemão mundialmente. Com a venda, a Thyssen sai do mercado siderúrgico brasileiro após sete anos do início da produção da usina, localizada no Rio de Janeiro, construída em parceria com a brasileira Vale, e se volta aos seus demais negócios, já apontados como prioritários pela companhia.

“O mercado brasileiro, assim como o da América do Sul como um todo, é de muito interesse para o grupo”, afirma o diretor financeiro, que acumula a presidência da companhia para a América do Sul, Giovanni Pozzoli. Com o desinvestimento, a ThyssenKrupp focará uma atuação nas áreas Components Technology, Industrial Solutions, Materials Services e Elevator Technology, operações que englobam, por exemplo, rolamentos de grande porte para turbinas eólicas, sistemas de direção e eixos de comando de válvula para automóveis, elevadores e esteiras rolantes, componentes customizados para aviação civil, equipamentos e projetos de engenharia para plantas industriais.

O redirecionamento dos negócios foi uma decisão tomada há alguns anos, diz o executivo, e agora as operações do conglomerado no Brasil estão adequadas ao novo direcionamento.

O plano da CSA era produzir placas de aço no Rio e mandá-las para laminação nos Estados Unidos, na usina no Alabama. De lá o aço seguiria para fornecer a indústria local. No entanto a crise de 2008 bateu em cheio nas operações das Américas da alemã, trazendo sucessivos resultados negativos, que pesaram no balanço global.

Os planos então mudaram. A decisão da venda da CSA, juntamente com o laminador que a companhia detinha nos Estados Unidos, no Alabama, foi anunciada em 2012. No ano seguinte, porém, vendeu apenas a unidade nos Estados Unidos para a ArcelorMittal e a Nippon Steel & Sumitomo Metal. Uma das interessadas à época em levar as duas usinas era a brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

No ano passado, a Thyssen havia comprado a fatia que era detida pela Vale na CSA, o que abriu, mais uma vez, rumores sobre uma nova tentativa de venda da siderúrgica.

Agora, a ThyssenKrupp seguirá com o olhar de longo prazo no Brasil. Pozzoli afirma que o ambiente, nesse momento é de cautela, visto o cenário ainda desafiador para o mercado brasileiro. Assim, os investimentos em expansão de capacidade, ao menos nesse momento, estão fora da mesa, mas a companhia segue com os relacionados à melhoria das operações e ganho de eficiência, por exemplo. Um novo desinvestimento não é cogitado, garante o executivo da ThyssenKrupp.

De outro lado, em possíveis aquisições no mercado brasileiro, o executivo frisa que os momentos de dificuldades são de oportunidade e que há um acompanhamento contínuo do mercado.

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