Justiça italiana mantém interdição da “Villa Joy” na Sardenha

Propriedade do Grupo JHSF é alvo de investigação por irregularidades em projeto de glamping na Itália

Imagem ilustrativa
Foto: Imagem ilustrativa

A Villa Joy, propriedade adquirida pela empresa ítalo-brasileira Tavolara Bay Srl, integrante do Grupo JHSF, e localizada em uma área paradisíaca na costa nordeste da ilha italiana da Sardenha, permanecerá interditada por determinação da Justiça. A decisão foi tomada nesta terça-feira (11) pelo juiz de instrução de Tempio Pausania, confirmando a medida cautelar executada em 4 de agosto. A interdição da Villa Joy na Sardenha está no centro de uma controvérsia legal envolvendo um projeto de glamping.

  • A interdição da Villa Joy na Sardenha foi confirmada pela Justiça italiana, após medida cautelar contra a propriedade do Grupo JHSF.
  • A controvérsia envolve um projeto de glamping e supostas irregularidades de zoneamento e construções sem as devidas autorizações.
  • Cinco pessoas, incluindo o presidente e o administrador da Tavolara Bay, estão sendo investigadas pelas autoridades locais.

A propriedade em questão está no cerne de uma disputa judicial que começou com denúncias formais e recursos apresentados ao Tribunal Administrativo Regional (TAR). O projeto, que previa a implantação de um glamping tendo a Villa Joy como estrutura central, gerou a mobilização das autoridades.

Por que a Villa Joy foi interditada?

A apreensão do imóvel foi executada por agentes do Corpo Florestal de Tempio Pausania, com o apoio dos carabineiros da Unidade de Proteção do Patrimônio Cultural de Cagliari e do grupo de Inspeção do Trabalho de Sassari. Essas ações foram realizadas em cumprimento a uma ordem emitida pelo Ministério Público local, que apura uma série de inconsistências.

De acordo com a investigação do Ministério Público, a propriedade teria sido destinada a um uso incompatível com as normas de zoneamento vigentes na região. Essa alegação é um dos pilares da interdição, indicando uma possível violação das leis de uso e ocupação do solo em uma área de significativa beleza natural e sensibilidade ambiental.

Além da questão do zoneamento, o inquérito também aponta a suposta construção de vias de acesso sem a necessária autorização das autoridades competentes. A instalação de inúmeras estruturas pré-fabricadas de apoio à edificação principal também é mencionada, com a ressalva de que essas construções não estariam em conformidade com a classificação de planejamento urbano da área nem com a legislação local.

Quem está sendo investigado?

Ao todo, cinco pessoas estão sob investigação neste caso. Entre os nomes citados, destacam-se Felipe Goes De Faria, presidente da Tavolara Bay, e Alberto Biancu, que atua como administrador da mesma empresa. A lista de investigados é complementada por Gian Paolo Biancu, pai de Alberto, que é empreiteiro local e ex-prefeito de Loiri Porto San Paolo, além dos diretores do projeto Cristian Pireddu e Sergio Domenico Gonario Russo.

No início do mês, a Tavolara Bay emitiu um comunicado à agência ANSA, expressando sua confiança na Justiça. A empresa garantiu que cooperará plenamente com as autoridades judiciais na reconstrução dos fatos, buscando esclarecer todas as acusações e contribuir para a resolução do caso. (ANSA).