A Justiça de São Paulo concedeu liberdade a Victor Hugo da Silva, conhecido como Falcão, e apontado como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele é acusado de ser o principal mentor do plano para matar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e Roberto Medina, coordenador dos presídios da região oeste da capital paulista.
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Ele é apontado como o principal mentor de um plano para assassinar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e Roberto Medina, coordenador dos presídios da região oeste do estado.
Falcão estava detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá após condenação de cinco anos por tráfico de drogas, proferida em 16 de fevereiro pela juíza Sizara Corral de Arêa Leão, da 3ª Vara Criminal de Presidente Prudente. No mesmo processo, Gabriel Custódio havia recebido pena de sete anos.
Mudança de tipificação e soltura
A soltura ocorreu após a 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) alterar o entendimento sobre o crime. Ao julgar o recurso, o colegiado desclassificou a acusação de tráfico de drogas para posse de entorpecentes para uso pessoal, com base no Artigo 28 da Lei de Drogas.
Com a nova classificação, a punição foi convertida em advertência sobre os riscos das drogas, em regime aberto. O TJSP ordenou a soltura imediata de Victor Hugo da Silva por meio de um alvará de soltura clausulado — dispositivo que garante a liberdade desde que não existam outras ordens de prisão pendentes. O processo aguarda agora o trânsito em julgado.
Monitoramento de autoridades
Investigações e perícias realizadas em dispositivos eletrônicos, conforme revelado pelo “UOL”, indicam que a organização criminosa monitorava a rotina de Gakiya e Medina. O grupo utilizava drones, gravações de trajetos e chegou a alugar uma residência estratégica próxima aos alvos.
As ações seriam orquestradas pela “Restrita Final”, célula de elite da facção voltada para a execução de atentados contra autoridades. Apesar das evidências do plano de assassinato, ainda não foram emitidos mandados de prisão preventiva específicos por este crime, o que permitiu a saída de Falcão do sistema prisional. O promotor e o coordenador permanecem sob escolta policial reforçada.