Institucionalismo de coalizão

Quem vai para a rua criticar o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal exerce o legítimo direito de manifestação. Mas defender o fechamento de ambos é um contrassenso típico de quem não imagina o que é viver em um regime que suprime os poderes ou os têm apenas como peça de decoração política.

+ SP deve receber cinco milhões de doses de vacina chinesa em outubro, diz Doria

Nosso Executivo e nossa imprensa não são os ideais. Estamos ainda em processo de construção de uma democracia e todos os nossos poderes apresentam distorções relacionadas à formação de uma nação. Porém, mesmo não sendo ideais, são imprescindíveis. Sem eles seríamos uma imensa Cuba, país em que as instituições existem apenas para sancionar decisões de um grupo ditatorial.

Há no Brasil uma campanha sub-reptícia de desmoralização institucional que ganha intensidade quando certos setores estão fora do poder. Para muito, as instituições não servem quando eles perdem a influência sobre elas. Outros as atacam quando estas não cumprem determinadas agendas de seu interesse. Até mesmo a opinião publicada se movimenta em relação às instituições, de acordo com sua preferência temática. Juízes são vilões ou mocinhos, dependendo das posições que adotam perante o mundo do politicamente correto, e não conforme o Direito e a Constituição.

O Brasil precisa de mais instituições atuantes e de menos arreglos e casuísmos. Devemos ter um estado de direito em que as regras sejam cumpridas para contrabalançar os excessos dos poderes. Historicamente, o Brasil sempre viveu sob a hegemonia do Executivo. A Constituição de 1988, com suas virtudes e defeitos, deu ao Legislativo e ao Judiciário um maior protagonismo. Contudo, apenas neste século as franquias estabelecidas começaram a funcionar com mais vigor.

Desde o mensalão, o Judiciário passou a ter mais força, fruto da judicialização da política e de um desmedido e indesejável ativismo. Tal postura, sob os holofotes da imprensa, foi robustecido pela também perigosa midiatização da Justiça, que transforma a vida de investigados em enredo de reality shows. Sem direito a defesa.

Um tanto atrasado, o Legislativo também buscou protagonismo e, pouco a pouco, impôs novas regras no relacionamento com o Executivo. Limitou a edição de MPs e tornou impositiva a execução das emendas ao Orçamento, por exemplo. Outras virão. Está em curso um conflito institucional que ainda longe de acabar. São tempos de institucionalismo de coalizão. Nada de mais, desde que aprovem as reformas que o Brasil precisa.

Justo quando mais precisamos surgem campanhas de desmoralização contra instituições imprescindíveis

Veja também

+ Baleia jubarte consegue escapar de rio cheio de crocodilos na Austrália

+ MasterChef: mesmo desempregado, campeão decide doar prêmio

+ Morre mãe de Toni Garrido: “Descanse, minha rainha Tereza”

+ Após morte de cachorro, Gabriela Pugliesi adota nova cadela

+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago

+ 12 razões que podem fazer você menstruar duas vezes no mês

+ Arqueólogo leva 36 anos para montar maquete precisa da Roma Antiga

+ Após cogitar ficar longe da TV, Edu Guedes estreia na Band e ‘rouba’ horario de Mariana Godoy

+ Uma moto 0km, desde 1977 na caixa, vai a leilão e valor pode chegar a mais de R$ 190mil

+ Kit transforma BMW R nineT em réplica de moto dos anos 1930

+ Senado aprova alterações no Código de Trânsito Brasileiro

+ Por que não consigo emagrecer? 7 possíveis razões

+ O que é pior para o seu corpo: açúcar ou sal?

+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?

+ Educar é mais importante do que colecionar

+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2020 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.