A dançarina e influenciadora digital Thais Carla foi alvo de críticas na internet ao perder mais de 70 kg após se submeter a uma cirurgia bariátrica. Internautas a acusaram de ter traído o movimento body positive, que sempre foi o foco da influencer. Compartilhando diversas semelhanças com Thais, as gêmeas Marina e Mirella são dançarinas que lutam contra a obesidade e também criam conteúdo na internet focado em empoderamento feminino.
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As criadoras de conteúdo comentaram o caso e saíram em defesa da influenciadora. “Eu acho que as pessoas gostam de criticar. Se tá gorda, critica. Se está emagrecendo, critica. Por isso temos que fazer o que nos faz bem independente de opiniões alheias”, diz Marina, que discorda da narrativa de que ela romantizava a obesidade: “Eu acho que cada pessoa tem uma visão diferente. Penso que ela só queria viver bem independente do corpo dela. Só quem sofre com obesidade sabe como é uma luta eterna. Você passar por isso e odiar seu corpo é cruel”.
No entanto, Mirella conta que, apesar de admirar o trabalho de Thais Carla, ela e sua irmã não tinham a influenciadora como referência no ramo por conta do estilo de vida: “Na verdade, a Thaís Carla é muito nova, admiramos o trabalho dela de body positive, mas não tomamos ela como exemplo, pois apesar de estarmos acima do peso, sempre tivemos um estilo de vida ativo para controlar nossa obesidade desde os 12 anos de idade e sempre tivemos olhos atentos para os efeitos colaterais do excesso de peso com o passar da idade. Por isso, achamos que ela fez a coisa certa”.
Thais Carla também revelou que vem sofrendo com algumas dificuldades no pós-bariátrica; a modelo chegou a ser internada após desmaiar e sentir fortes dores de cabeça. Através das redes sociais, ela contou que está fazendo uso do medicamento Mounjaro, utilizado para perda de peso, como parte do processo de emagrecimento.
Apesar da dançarina divulgar que toda a realização do seu tratamento é feita com prescrição e acompanhamento médico, muitos têm entrado nesse caminho sozinhos, de forma negligente. Marina diz que ela e sua irmã fazem questão de deixar claro os perigos dessa prática nas redes.
“Somos contra qualquer procedimento e recursos médicos sem recomendação e acompanhamento. As pessoas não pensam em fatores de risco e efeitos colaterais. Sabemos que a obesidade é uma doença que envolve vários fatores, físicos, psicológicos e hormonais. Quanto mais peso para perder, mais difícil é. Por isso, mesmo após uma bariátrica, o processo é longo e de muitas adaptações, inclusive, precisando de remédios prescritos por um médico especialista, exercícios físicos e alimentação balanceada”, conta.