Edição nº2544 21/09 Ver edições anteriores

Infiltração acadêmica

UnB, uma instituição federal, resolveu criar um curso sobre o “golpe” do impeachment que derrubou Dilma Rousseff. Outras já pretendem seguir seus passos. Todos sabem da forte presença comunista em nossas universidades, talvez o maior câncer do País.

Os comunistas entendem, desde Gramsci, que a revolução moderna não deve ir pelo caminho das armas, mas sim da cultura. Em “A corrupção da inteligência”, Flávio Gordon mostrou como nossas universidades foram tomadas pela turma vermelha, que destruiu a educação em nosso País, substituindo-a por pura doutrinação ideológica.

Dessas universidades saíram nossos jornalistas, não por acaso quase todos de esquerda. Não há espaço nos maiores veículos para os independentes, como William Waack ou Guilherme Fiúza. A independência passa a ser um problema, não um mérito, uma condição necessária para se fazer jornalismo verdadeiro.

Com universidades e imprensa ocupadas, pode-se dizer que estava tudo dominado. Chico era uma “unanimidade”. Mas veio a era das redes sociais, e os liberais e conservadores finalmente encontraram seu espaço. Nessa pequena brecha aberta, passou uma boiada, e hoje milhões de brasileiros entendem que as “Fake News” não são exclusividade da internet, pois a própria mídia abusa delas, com seu viés ideológico.

As redes sociais têm sido nosso principal instrumento para levar uma visão alternativa a milhões de pessoas, apresentando fatos que costumam ser distorcidos por professores e jornalistas. O resultado está aí, na tal “onda conservadora” que tem apavorado o establishment. As próprias redes sociais, também controladas por “progressistas”, reagem. O preço da liberdade é a eterna vigilância: cochilou, o cachimbo cai.

Alguns não se importam com esses cursos para idiotas. Ledo engano. A esquerda radical entende bem que a narrativa é fundamental, e nos livros de história, o que ficará para as próximas gerações é a mentira de que um governo popular que lutava pelos pobres foi derrubado num golpe por uma elite “neoliberal”. O estrago no conhecimento não pode ser menosprezado. Ideias têm consequências.

Já conseguimos importantes conquistas, diversos jovens sabem quem foi Mises ou Hayek, Burke ou Roger Scruton. A Venezuela é a evidência indesculpável do fracasso socialista, sem embargo americano como bode expiatório. Mas todo cuidado é pouco. Afinal, os comunistas ainda dominam boa parte da academia e do jornalismo. O efeito disso não deve ser desprezado.
O estrago na mente das pessoas é grande. São aqueles que chamam de “fascismo” tudo que não é socialismo, que trocam o debate de ideias por insultos e rótulos depreciativos, que “até” criticam Lula e o PT, só para defender Ciro Gomes, Marina Silva ou o PSOL em seguida. A guerra é cultural, e ela apenas começou.

Os comunistas entendem, desde Gramsci, que a revolução moderna não deve ir pelo caminho das armas, mas sim da cultura


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