O presidente da Fifa, Gianni Infantino, é alvo de crescente pressão para deixar o comando da entidade máxima do futebol. Em meio a esta crise, ele teria buscado apoio do então mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme noticiado pelo jornal “New York Post” nesta segunda-feira, 3 de agosto.
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O que aconteceu
- Gianni Infantino, presidente da Fifa, é acusado de buscar apoio de Donald Trump em meio à crescente pressão por sua saída do cargo.
- A iniciativa de buscar suporte político teria sido motivada por críticas generalizadas à proposta de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE).
- Após o recuo da Fifa sobre a FFE e sentir-se isolado, Infantino teria tentado contato repetido com o governo dos EUA, embora a Fifa negue as alegações.
A informação, divulgada pelo “New York Post”, citou duas fontes familiarizadas com o assunto. A busca por apoio de Trump teria ocorrido após o aumento das críticas à proposta de Infantino para a criação de uma empresa com investidores privados. Esta empresa administraria competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
Críticas à Fifa Forward Enterprise
O projeto da Fifa Forward Enterprise (FFE) provocou uma ameaça de boicote por parte da Uefa e recebeu duras críticas de confederações importantes, como a da Ásia (AFC) e a da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf). A repercussão negativa gerou um clima de tensão na cúpula do futebol mundial.
Diante do cenário adverso, o dirigente ítalo-suíço Gianni Infantino afirmou que a criação da FFE tinha como objetivo principal “fornecer uma base para fortalecer ainda mais nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário”. Apesar de defender a iniciativa, ele garantiu que o projeto não seria levado adiante, recuando da proposta original.
Infantino sente-se isolado em meio à crise?
Ainda de acordo com a reportagem do “New York Post”, Infantino teria tentado contato com Trump repetidas vezes desde a última sexta-feira, 31 de julho, data em que abandonou oficialmente a proposta da FFE. Contudo, o presidente da Fifa não teria conseguido estabelecer o contato desejado com o então chefe de estado norte-americano, o que o fez sentir-se “isolado” diante da crise.
A mesma reportagem também alegou que o presidente da Fifa teria marcado conversas privadas com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. No entanto, fontes da própria Fifa negaram categoricamente à Fox News que qualquer ligação com Rubio ou “com qualquer outro membro da administração Trump, hoje ou em qualquer outro dia”, estivesse sendo realizada, contradizendo as informações veiculadas pelo “New York Post”.