Indígenas sob ataque

É uma aberração o que acontece hoje com as populações nativas no Brasil. Estão matando suas lideranças sumariamente. Assassinaram neste ano sete representantes qualificados dessas comunidades, gente da linha de frente na defesa de suas culturas. Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), das 27 pessoas que morreram em 2019 no País por causa de conflitos no campo, sete eram líderes indígenas — é o maior número desde 2008. No ano passado, duas pessoas nessas condições foram assassinadas. Há um ambiente de permissividade crescente estimulado pelo governo de Jair Bolsonaro, que favorece atos de violência contra povos vulneráveis e empodera garimpeiros, madeireiros e grileiros interessados em explorar as riquezas das reservas indígenas.

+ SP deve receber cinco milhões de doses de vacina chinesa em outubro, diz Doria

Com a Funai e o Ibama desmantelados e o discurso de ódio às minorias prosperando, a estrutura de defesa dos territórios indígenas perdeu qualquer capacidade dissuasiva. Na visão de Bolsonaro, essas reservas ameaçam a soberania e são ocupadas por pessoas sem compromissos com a nacionalidade. É melhor deixar a terra nas mãos de destruidores brancos do que com os povos autóctones. Para Bolsonaro, os indígenas são adversários da civilização e gente não confiável. Promove-se a cultura do vale tudo para combater um adversário frágil e incapaz de reagir aos ataques desenfreados.

Especialmente fustigado está sendo o grupo Guajajara, no Maranhão. Dois índios da etnia, Raimundo e Firmino Guajajara, morreram baleados. Outros quatro ficaram feridos em um atentado cometido sábado 7, na BR-226, em Jenipapo dos Vieiras, a 500 quilômetros de São Luís. No mesmo dia, morria em um hospital de Manaus, o ativista Humberto Lemos, da etnia tuyuca, agredido a pauladas na segunda-feira 2. O ministro da Justiça, Sergio Moro, determinou o envio da Força Nacional para o Maranhão para proteger os guajajaras. É uma medida de proteção reativa, que pode ajudar a controlar a situação local, mas não toca na raiz do problema. A defesa dos indígenas requer medidas preventivas e de repressão aos seus algozes.

De uma hora para outra, o Estado brasileiro não só deixou de proteger as populações nativas como virou um agente promotor de agressões. O presidente Bolsonaro tem repetido que os indígenas já têm muita terra e que atrapalham o progresso do Brasil. Para ele, tratam-se de usurpadores. Existem hoje 800 mil indígenas no País. Pelo andar da carruagem, estão todos seriamente ameaçados por um governo, que mostra grande disposição para aniquilar culturas tradicionais e abrir caminho para um progresso doentio.

O ódio ao indígena é uma doença.

Com Funai e Ibama desmanteladas e o discurso de desprezo às minorias prosperando, os brasileiros nativos estão indefesos

Veja também

+ Após foto “com volume” ser derrubada no Instagram, Zé Neto republica imagem usando bermuda

+ Jovem é suspeita de matar namorado com agulha de narguilé durante briga por pastel

+ Baleia jubarte consegue escapar de rio cheio de crocodilos na Austrália

+ Nova Honda CB125F 2021 com consumo recorde de 67 km/l

+ Motoqueiro entrega pizza no estúdio do MasterChef Brasil de hoje (22)

+ MasterChef: mesmo desempregado, campeão decide doar prêmio

+ Morre mãe de Toni Garrido: “Descanse, minha rainha Tereza”

+ Após morte de cachorro, Gabriela Pugliesi adota nova cadela

+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago

+ 12 razões que podem fazer você menstruar duas vezes no mês

+ Arqueólogo leva 36 anos para montar maquete precisa da Roma Antiga

+ Senado aprova alterações no Código de Trânsito Brasileiro

+ Por que não consigo emagrecer? 7 possíveis razões

+ O que é pior para o seu corpo: açúcar ou sal?

+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?

+ Educar é mais importante do que colecionar

+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2020 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.