O Índice de Adequação dos Estoques (IE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) cresceu 2,3% na margem em maio, após alta de 1,5% em abril, informou nesta quinta-feira, 19, a entidade.

Com o resultado, o IE atingiu 122,9 pontos, o maior nível desde dezembro de 2019 (124,3 pontos). Na comparação com o mesmo mês de 2021, os dados de maio representam crescimento de 24,0%, uma aceleração em relação à alta interanual de 19,3% registrada em abril.

A proporção de empresários consultados que consideram a situação dos seus estoques adequada avançou 1,6 ponto porcentual entre abril e maio, de 59,4% para 61,0%. Essa razão atingiu o maior nível desde os 61,8% de dezembro de 2019.

Entre os que consideram ter estoques inadequados, a FecomercioSP apurou queda na visão de estoques acima do ideal (27,9% para 26,1%). Em contrapartida, a razão dos empresários que consideram ter menos estoques do que o adequado cresceu de 11,6% em abril para 12,2% em maio.

Porte

O IE cresceu mais entre as empresas de grande porte (4,1%) do que entre as pequenas (2,3%). Na amostra analisada pela FecomercioSP, 67,2% das grandes empresas considera ter estoques adequados, contra 60,9% das pequenas.

Nas grandes empresas, 18,8% dos empresários consideravam ter mais estoques do que o adequado, contra 14,1% que avaliavam ter menos estoques do que o ideal. Entre as pequenas empresas, as razões são de 26,2% e 12,2%, respectivamente.

Setor

Nas aberturas por setores, as empresas de bens semiduráveis puxaram o crescimento do IE, com alta de 6,6%. Em seguida, aparecem as empresas de bens duráveis, com aumento de 1,6%, e as empresas de bens não duráveis, que registraram aumento de 0,6%.

Entre as companhias de bens semiduráveis, 59,8% dos empresários consideravam ter estoques adequados, contra um total de 38,0% que consideravam seus estoques inadequados, sendo 15,8% acima do ideal e 22,2%, abaixo.

Nos bens semiduráveis, 64,5% dos empresários percebiam adequação dos estoques, contra 28,7% que avaliavam ter estoques acima do ideal e 6,8%, abaixo. Entre as empresas de bens duráveis, 59,8% viam a sua situação como adequada, enquanto 29,3% disseram ter mais estoques do que o ideal e 10,7%, menos.