Economia

Incertezas exigem que BCE mantenha política monetária acomodatícia, diz Guindos

O vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, disse hoje que um ambiente de incertezas torna necessário que a instituição mantenha uma política monetária acomodatícia para que a inflação da zona do euro siga numa trajetória sustentada em direção a sua meta oficial, que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%.

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Guindos, que falou durante discurso na capital portuguesa, Lisboa, afirmou que a zona do euro enfrenta “renovados obstáculos globais que estão pesando na perspectiva econômica”.

Segundo o vice do BCE, incertezas relacionadas a ameaças de protecionismo comercial, vulnerabilidades em mercados emergentes e fatores geopolíticos, incluindo os relacionados ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia – o chamado “Brexit” -, tornam o ambiente econômico “mais desafiador”.

O ambiente atual, destacou Guindos, indica que os riscos para o crescimento econômico “estão inclinados para o lado negativo”.

Guindos fez o pronunciamento durante conferência internacional anual do Centro de Investigação, Regulação e Supervisão Financeira (CIRSF).

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