Cerca de 40 pessoas morreram e 115 ficaram feridas em um incêndio durante as comemorações do Ano Novo em um bar da luxuosa estação de esqui suíça de Crans-Montana, informou a polícia nesta quinta-feira (1º).
A explosão aconteceu por volta de 1h30 do horário local, no local chamado “Le Constellation”, no centro do resort. Informações oficiais sobre a causa da explosão ainda não foram divulgadas.
+Explosão em estação de esqui deixa mortos e feridos na Suíça
O presidente suíço, Guy Parmelin, que assumiu o cargo nesta quinta, classificou o incidente como “uma das piores tragédias” na história do país.
“Registramos cerca de 40 falecidos e cerca de 115 feridos, a maioria em estado grave”, declarou o chefe de polícia do cantão de Valais, Frédéric Gisler, em entrevista coletiva ao lado do presidente em Sion, no sudoeste de Suíça.
Policiais, bombeiros e socorristas se dirigiram para o popular resort turístico, um dos destinos de esqui mais bem avaliados da Europa, que começou o ano com um “cheiro de queimado no ar”, relataram meios de comunicação locais.
Em meio às comemorações do Ano Novo, um “fogo de origem indeterminada” teve origem no bar, relatou a polícia em um primeiro momento.
As autoridades declararam que estavam investigando as causas do incêndio, mas descartam um “ataque”.
O fogo começou por volta de 01h30 GMT (21h30 de quarta-feira em Brasília) no bar Le Constellation, com capacidade para 300 pessoas no interior e outras 40 na varanda, segundo o site de Crans-Montana.
Um turista de Nova York filmou chamas de um laranja intenso saindo do bar. Ele contou à AFP que as pessoas corriam e gritavam na escuridão.
#Switzerland | Several people were killed and others injured after an explosion rocked a bar in the luxurious alpine ski resort of Crans-Montana, Swiss police said.
A spokesperson for the cantonal police said that the explosion was of unknown origin but confirmed multiple… pic.twitter.com/vzDcSNaasS
— Deccan Chronicle (@DeccanChronicle) January 1, 2026
Turistas registram pânico no momento da explosão
Duas jovens francesas, Emma e Albane, declararam à emissora BFMTV que conseguiram escapar do “pânico” vivido no bar pouco depois o início do incêndio.
Elas contaram que umas “velinhas de aniversário”, colocadas em garrafas de champanhe tocaram de raspão o teto.
“Segundos depois, todo o teto estava queimando”, disse uma delas ao canal francês, calculando que no local devia haver cerca de 200 pessoas, a maioria com idades entre 15 e 20 anos.
O incêndio encheu os hospitais do cantão de Valais, que declararam estado de emergência. Muitos afetados foram levados para hospitais de outras regiões da Suíça.
“Estou em choque”, disse Alexis Laguerre à emissora pública suíça RTS.
O jovem, de 18 anos, contou que passava em frente ao bar com um grupo de amigos quando viram as chamas e a fumaça, e avisaram a polícia.
“As pessoas corriam através das chamas… Tinha gente tentando abrir as janelas com cadeiras”, contou.
A Comissão Europeia expressou sua “profunda tristeza” após o incêndio e afirmou, nesta quinta, que estava “em contato” com as autoridades suíças para oferecer “ajuda médica”.
‘Gritos de ajuda’
Horas após o incidente, ainda havia ambulâncias estacionadas em frente ao bar, cujas janelas estavam quebradas. A imprensa local descreveu “um cheiro de queimado ainda no ar”.
A imprensa local sugere que o fogo pode ter começado com artefatos de pirotecnia durante um show, mas a polícia indicou que a causa era desconhecida.
“Como estão as coisas, nos inclinamos pela teoria de um incêndio”, afirmou a promotora de Valais, Béatrice Pilloud, destacando que está “absolutamente” descartado que tenha se tratado “de um ataque terrorista”.
“Não foi um artefato explosivo o que causou o fogo”, afirmou, por sua vez, Stephane Ganzer, chefe do departamento de Segurança do cantão de Valais.
Béatrice Pilloud também explicou que foram mobilizados recursos para “identificar as vítimas e entregar seus restos mortais às famílias o quanto antes”.
Alex, um jovem de 21 anos, contou à emissora RTS que chegou ao local da tragédia pouco após ouvir uma forte explosão.
Em meio a um forte cheiro de gás e plástico queimado, ele disse que viu as pessoas correndo para fora do bar com queimaduras, “pedindo ajuda aos gritos”.
Segundo relatou, foi nesse momento que ele lembrou que o bar tem apenas uma escada muito estreita que liga o andar térreo com o subsolo, o que o fez temer que muita gente tivesse ficado presa.
“Sinto calafrios só de pensar”, comentou.
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