Edição nº2501 17.11 Ver edições anteriores

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PÁREO DURO Para Carlos Augusto Montenegro, a eleição de 2018 será a mais difícil da história do Ibope (Crédito: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)

Depois que o Ibope divulgou sua primeira pesquisa sobre a corrida presidencial, muita gente apressou-se a fazer prognóstico sobre as eleições de 2018. Mas o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, acha que é cedo para previsões: “A pesquisa foi apenas uma forma de conhecimento do terreno. Qualquer projeção é prematura”. Mesmo assim, ele explica que Lula, que aparece à frente com 35%, foi beneficiado pelo fato de todos os grandes partidos terem sido alvo das investigações da Operação Lava-Jato. Montenegro, porém, acredita que o petista dificilmente terá fôlego para ir além de um terço do eleitorado. Quanto a Bolsonaro, em segundo lugar com 13%, estaria atraindo votos das pessoas insatisfeitas com a classe política, mas que ainda podem mudar de candidato.

A surpresa

O que mais chamou a atenção de Montenegro foi o desempenho de Luciano Huck. Na pesquisa com a presença de Lula, ele surgiu em quarto lugar, empatado com Alckmin e à frente de Dória. Sem Lula, ocupou o terceiro lugar com 8%, ao lado de Ciro. “Nós decidimos testar o Huck e eu fiquei surpreso com o resultado”, afirma o presidente do Ibope.

Mal na fita

Para Montenegro, o candidato do PSDB, seja Alckmin, seja Dória, vai pagar um preço alto pelo desgaste do partido. Sobre Marina, ele diz que ela está há três anos sem aparecer, nem mesmo nas questões sobre meio ambiente. Quanto a Ciro, é sempre uma incógnita. “Por isso, esta eleição se desenha como a mais difícil da história do Ibope”.

Imbassahy resiste às pressões

Alexssandro Loyola – 2013

Não param de crescer as críticas dos deputados do Centrão à permanência de Antônio Imbassahy à frente da Secretaria de Governo. Há muito tempo, eles deixaram de frequentar o gabinete do ministro tucano. Quem ouve suas queixas e demandas é Eliseu Padilha. Apesar das fortes pressões, fontes do Palácio do Planalto garantem que Imbassahy, que é amigo de Temer, fica onde está até março do ano que vem.

Rápidas

* Neste domingo 5, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, será eleito presidente do PSDB de Pernambuco, em chapa única. Em Brasília, porém, há rumores de que ele pode deixar a pasta, que ocupa desde maio de 2016, e voltar a exercer seu terceiro mandato na Câmara.

* Baixou a lei do silêncio na CPMI sobre a JBS. Ex-diretor financeiro da empresa, Ricardo Saud, envolvido nas gravações de Joesley Batista, recusou-se a falar na terça 31. E Eike Batista fez o mesmo no dia seguinte.

* Fernando Grostein Andrade, irmão de Luciano Hulk, pediu que ele não entre para a política “pelo amor de Deus”. Já o PPS, de Roberto Freire, está de braços abertos para a candidatura do apresentador da Globo à Presidência.

* Enquanto a briga entre o senador Tasso Jereissatti e a ala mineira do PSBD fica cada vez mais acirrada, aumenta a possibilidade de o governador Marconi Perillo assumir a presidência do partido em dezembro.

Retrato falado

Antonio Cruz/ Agência Brasil

“A recessão de Dilma, de 7,3%, foi pior do que a gerada no Brasil pelo crash de 1929”

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi impiedoso ao comparar a atual conjuntura com a herança deixada pelo governo Dilma. Sua apresentação não deixou pedra sobre pedra. “A retomada da confiança dos consumidores é fundamental para a atividade econômica. E há claros sinais de recuperação”, disse ele, citando a queda da inflação e dos juros, a redução no nível de desemprego e o aumento da massa salarial.

Toma lá dá cá

©divulgação

CARLOS EDUARDO SOBRAL, PRESIDENTE da ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DA PF

Que tipo de autonomia a Polícia Federal quer conquistar com a PEC 412?

A PEC insere na Constituição um artigo que garante à PF a autonomia administrativa e financeira, para que seja protegida contra interferência política. Hoje existe uma cultura interna consolidada que não permite interferências, mas não há previsão legal.

Que benefícios a autonomia trará às investigações?

A garantia de que o governo ficará impedido de cortar os recursos destinados às operações e não poderá indicar os chefes das unidades da PF por critérios políticos. Isso é crucial, pois investigamos desvios praticados por membros do governo.

Não é um risco à democracia a PF não ficar subordinada a ninguém?

A PF continuará submetida a todos os órgãos de controle, como a Corregedoria e o Ministério Público. E o diretor-geral é nomeado pelo Presidente.

 

Foco na propina

Paulo Sérgio da Rocha Soares e Camillo Gornati, criadores do sistema Drousys, plataforma usada pela Odebrecht para gerenciar distribuição de propinas, entregaram à PF uma lista com 73 codinomes de usuários do servidor, Entre eles, estão o ex-presidente da Eletrobras, Othon Pinheiro, o operador Rodrigo Tacla Duran e o genro do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Soares contou que, em 2007, fundou a Draftsystems, empresa com foco na segurança de dados. Em 2008, foi apresentado a executivos da Odebrecht, que pediram a criação do sistema Drousys, instalado na Suíça. O Drousys gerou mais de um milhão de documentos, hoje nas mãos do Ministério Público.

A volta do MDB

Marcada para 7 de novembro, a convenção nacional PMDB foi adiada por prazo indeterminado. Mesmo assim, o senador Romero Jucá, presidente do PMDB, está dando absoluta prioridade à reestruturação interna do partido. O que inclui a retomada do nome original, MDB, criado com o bipartidarismo em 1966, na ditadura militar. Mas enfrenta resistência.

A PGR ataca

Tiago Orihuela

Em outra frente, na Justiça, Romero Jucá entrou na alça de mira da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal, Dodge reforçou a denúncia da PGR contra Jucá e o empresário Jorge Gerdau Johannpeter. O senador é acusado de favorecer o Grupo Gerdau com medida provisória em troca de doações.

Janot dá o troco em Joesley

Antonio Cruz/Agência Brasil

Durante palestra em Washington, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que não se arrepende do acordo de delação premiada com os irmãos Joesley e Wesley Batista. Mas mostrou que não perdoa Joesley: “A esperteza derrubou o esperto, e o esperto hoje responde pelos crimes que praticou.”


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