Imprensa internacional destaca ‘boom populista’ na Itália

ROMA, 5 MAR (ANSA) – As eleições legislativas na Itália foram destaque nos principais jornais internacionais nesta segunda-feira (5) devido à estrondosa vitória dos partidos de direita e populistas Movimento 5 Estrelas (M5S) e Liga Norte, os quais podem ameaçar a coesão da União Europeia. Na Alemanha, o jornal “Frankfurter Allgemeine Zeitung” destacou que “O 5 Estrela estão na frente na Itália”. “Depois de anos de uma certa estabilidade, a Itália corre o risco de voltar ao velho tempo de governos fracos e rápidos que não poderão conduzir nenhuma reforma”. Já o “Sueddeutsche Zeitung” disse que os “italianos deram seu voto de maneira massiva aos partidos de protesto. “Uma coalizão entre esses partidos seria um cenário assustador para a Europa e para os mercados financeiros”. Na França, o “Le Monde” admitiu que o M5S “obteve um sucesso espetacular”, mas, “nem eles nem a coalizão de centro direita teve a maioria parlamentar necessária para governar”. Para o “Liberation”, “a coalizão de direita e de extrema direita lidera em porcentagem de votos, mas permanece a incerteza de quem governará a terceira economia da zona do euro, abrindo um novo período de incertezas também na Europa”.   

A rede britânica “BBC” noticiou que o Parlamento italiano estará “dividido”, enquanto o “Times” questionou o quê será preciso para para formar um novo governo. O “Daily Telegraph” evocou a “ascensão do populismo” na Itália, com a Liga Norte e o M5S.   

Na Espanha, o “El Pais” afirmou que o “sucesso do Movimento 5 Estrelas marcará a nova legislatura”. Já o “El Mundo” definiu a vitória como um “voto de protesto”, que complicará o trabalho do presidente italiano, Sergio Mattarella, de formar o novo governo: “o homem que regerá a orquestra”. O norte-americano “The New York Times” comentou que “o poder dos populistas irá “muito mais longe”, e que o “resultado mais provável será um governo na Itália – nação fundadora da União Europeia e entre as principais economias do Mediterrâneo – menos interessado no projeto de uma Europa unida”. De acordo com o “The Wall Street Journal”, a Itália “inaugural um período prolongado de instabilidade política e tensões”. Mas, em todo o caso, “os partidos populistas deram uma demonstração de força, evidenciando uma raiva profunda dos italianos”. (ANSA)