A associação de imprensa estrangeira FPA expressou, nesta quarta-feira (28), em Jerusalém sua decepção porque a Suprema Corte de Israel voltou a adiar sua resposta ao pedido de acesso livre e independente a Gaza.
“A Associação de Imprensa Estrangeira em Israel está profundamente decepcionada por a Suprema Corte de Israel ter novamente adiado a decisão sobre nosso recurso por um acesso livre e independente da imprensa a Gaza”, afirmou a entidade em comunicado.
Desde a eclosão da guerra em Gaza, em outubro de 2023, desencadeada por ataques do grupo militante palestino Hamas em território israelense, o governo de Israel proibiu que jornalistas estrangeiros entrem livremente na Faixa.
É permitida a entrada de apenas um número limitado de repórteres, acompanhados pelo Exército, em decisões adotada caso a caso.
Diante desse quadro, a FPA interpôs seu recurso em 2024, e desde então o tribunal concedeu ao governo várias prorrogações para apresentar sua resposta.
Na terça-feira, o tribunal voltou a se recusar a responder à solicitação da FPA e pediu ao governo israelense que o mantenha informado sobre a situação até 31 de março de 2026.
“Mais preocupante ainda é que o tribunal parece ter se deixado influenciar pelos argumentos de segurança do Estado, apresentados a portas fechadas e sem a presença dos advogados da FPA”, acrescentou a entidade.
Esse “processo secreto não nos oferece oportunidade de rebater esses argumentos e abre caminho para o fechamento arbitrário e por tempo indeterminado de Gaza a jornalistas estrangeiros”, apontou.
A FPA afirmou que não existem argumentos de segurança que justifiquem o que qualificou como a “proibição geral” de acesso à imprensa.
A proibição, apontou a entidade, é aplicada enquanto “trabalhadores humanitários e outros funcionários são autorizados a entrar em Gaza”.
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