A Imperatriz Leopoldinense afirmou nesta segunda-feira, 16, que a evolução do seu desfile na Marquês de Sapucaí foi prejudicada devido a um atraso na dispersão da Acadêmicos de Niterói, escola que passou anteriormente pela avenida e que homenageou o presidente Lula.
Em nota, disse que três carros alegóricos da Acadêmicos de Niterói bloquearam a passagem da Imperatriz, provocando cerca de 5 minutos de paralisação, e que relatou o ocorrido a representantes da Liesa.
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“A Imperatriz reforça que cumpriu seu planejamento e que o ocorrido é alheio à responsabilidade da agremiação. Diante dos prejuízos causados, a escola avalia as providências cabíveis para resguardar seus direitos no processo de apuração”, acrescentou.
A Imperatriz foi a segunda escola a desfilar no Grupo Especial e fez uma homenagem ao cantor Ney Matogrosso.
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O que disse a Acadêmicos de Niterói
A Acadêmicos de Niterói não respondeu diretamente a Imperatriz, mas publicou nota em suas redes dizendo que que “durante todo o processo carnavalesco foi perseguida”.
“Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval Carioca. Houve tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar. Não conseguiram”, escreveu
“Também não ignoramos o histórico conhecido no Carnaval: a narrativa injusta de que “quem sobe, desce”. Por isso, reafirmamos com firmeza que esperamos um julgamento justo, técnico e transparente, que respeite o que foi apresentado na Avenida e não reproduza perseguições, interesses ou pré-julgamentos”, completou.