Quase 8 mil morreram em rotas migratórias em 2025 diz agência da ONU

As vias legais para a imigração estão diminuindo, empurrando mais pessoas para as mãos de contrabandistas

REUTERS/Louisa Gouliamaki
Bote inflável em zona de busca e salvamento no Mediterrâneo central, ao largo da Líbia Foto: REUTERS/Louisa Gouliamaki

Quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram no ano passado em rotas migratórias perigosas, como o Mediterrâneo e o Chifre da África, mas o número real provavelmente é muito maior, disse uma agência da ONU.

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O que aconteceu?

  • Quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias perigosas em 2025
  • Segundo agência, a dificuldade para migrar de maneira legal tem empurrado pessoas para contrabandistas
  • Mortes caíram em relação a 2024, mas falta de recursos para rastreamento pode ser o motivo

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, migrar de maneira legal está cada vez mais difícil, empurrando mais pessoas para as mãos de contrabandistas. Europa, EUA e outras regiões seguem intensificando a fiscalização.

“A perda contínua de vidas nas rotas migratórias é uma falha global que não podemos aceitar como normal”, disse a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em comunicado divulgado na quinta-feira.

Embora as mortes em rotas migratórias tenham caído em 2025 em comparação a 2024,  esse declínio reflete o acesso cada vez menor à informação e a falta de financiamento que têm dificultado os esforços para rastrear as mortes, disse a OIM.

“Essas mortes não são inevitáveis. Quando as vias seguras estão fora de alcance, as pessoas são forçadas a fazer viagens perigosas. Devemos agir agora para expandir as rotas seguras e regulares e garantir que as pessoas necessitadas possam ser protegidas, independentemente de seu status.”

A organização com sede em Genebra está entre vários grupos de ajuda humanitária afetados por grandes cortes de financiamento dos EUA, o que a obrigou a reduzir ou encerrar programas de uma forma que, segundo ela, terá um impacto grave nos migrantes.

As rotas marítimas continuaram entre as viagens mais letais, com pelo menos 2.108 pessoas mortas ou desaparecidas no Mediterrâneo no ano passado e 1.047 na rota atlântica para as Ilhas Canárias, na Espanha, informou a agência.

Cerca de 3.000 mortes de migrantes foram registradas na Ásia, mais da metade delas de afegãos, e 922 morreram ao cruzar o Chifre da África, do Iêmen aos Estados do Golfo, um aumento acentuado em relação ao ano anterior.

*Com informações da Reuters