WASHINGTON, 6 MAR (ANSA) – Uma análise de fotos tiradas via satélite sugere que forças dos Estados Unidos bombardearam uma escola primária para meninas em Minab, no sul do Irã, onde cerca de 160 pessoas foram assassinadas no último sábado (28), em sua maioria estudantes.
A informação é do jornal americano The New York Times, que avaliou imagens de satélites e vídeos feitos por cidadãos uma hora depois do ataque de 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra no Oriente Médio.
Segundo a análise, as fotos indicam que a escola primária Shajareh Tayyebeh foi atingida simultaneamente a uma base do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, o poderoso braço ideológico e religioso das Forças Armadas iranianas, situada ao lado do colégio.
Minab fica a poucos quilômetros da costa do Estreito de Ormuz, via crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Oriente Médio e que foi bloqueado pelo Irã em represália à guerra lançada por EUA e Israel.
Além disso, vídeos analisados pelo NYT mostram colunas de fumaça se levantando tanto da escola quanto das instalações da Guarda Revolucionária ao mesmo tempo.
Já a agência de notícias Reuters ouviu de dois oficiais dos Estados Unidos que investigadores militares consideram “provável” que as forças americanas sejam responsáveis pelo ataque, mas ainda “não chegaram a uma conclusão definitiva”.
As fontes da Reuters, no entanto, não descartaram a possibilidade de que novas evidências absolvam os EUA de responsabilidade e apontem para “outra parte”.
Oficialmente, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse apenas que seria “inapropriado comentar um incidente sob investigação”, enquanto a Casa Branca declarou que os EUA “nunca miram civis”. (ANSA).