Igor Thiago diz estar pronto para ser o 9 do Brasil na Copa: ‘O que sei na vida é marcar gols’

O atacante Igor Thiago vem fazendo uma ótima temporada na Premier League: pelo Brentford, marcou 16 gols em 21 jogos na atual edição do campeonato inglês, atrás apenas de Haaland na artilharia, e já é o brasileiro com mais gols em uma única edição da competição. Com isso, espera uma chance para ser o camisa nove da seleção brasileira na Copa do Mundo deste ano.

Em entrevista ao jornal inglês The Guardian, Thiago se disse pronto para assumir o posto de centrovante titular, que ainda não tem um nome totalmente definido.

“Acredito que estou pronto. A única coisa que sei fazer na vida é marcar gols. Deus me preparou para este momento e, se Ele permitir, vamos trazer o sexto título da Copa do Mundo para o Brasil”, afirmou o atleta do Brentford, que iniciou a rodada na sexta colocação na Premier League.

Até agora, o técnico Carlo Ancelotti convocou 14 atacantes para a seleção, sendo que três podem ser considerados centroavantes: Richarlison, do Tottenham, João Pedro, do Chelsea e Igor Jesus, do Nottingham Forest. No entanto, os três tem tido temporadas com altos e baixos nos clubes.

Ancelotti já chegou a considerar Pedro, do Flamengo, para a posição, enquanto Endrick tinha poucas chances no Real Madrid e foi para o Lyon na tentativa de atuar em mais jogos.

Depois do último jogo do Brasil em 2025, o empate em 1 a 1 com a Tunísia, o técnico italiano afirmou que ainda buscava um atacante de referência para a Seleção Brasileira. Ancelotti considera que talvez o time precise ter no grupo para a Copa do Mundo de um especialista nessa função.

Com a proximidade da Copa do Mundo, que em 2026 será disputada em Estados Unidos, Canadá e México, e a boa fase, Igor Thiago demonstrou animação. “Esta sensação da Copa do Mundo é muito emocionante. Estou muito esperançoso por fazer parte dela, sempre sonhei em jogar uma Copa do Mundo. É algo que eu só via outras pessoas vivenciando na televisão, mas agora estou perto de vivenciar isso eu mesmo”, disse.

“Deus tem um propósito na vida de cada um. Se for a vontade de Deus e a vontade de Ancelotti, será um prazer e uma honra representar meu país. É uma sensação indescritível representar meu país, poder viver esse momento. Será algo que não consigo explicar. Ninguém da CBF entrou em contato comigo, mas tenho essa expectativa”, completou o centroavante.

Na entrevista, Igor Thiago relembrou momentos difíceis na vida, como o alcoolismo do pai, que morreu quando ele tinha 13 anos. “Eu me tornei pai muito jovem, tive de amadurecer cedo. Então, com todo o período da perda do meu pai, a vida me fez entender que eu precisava ser um homem. Ser pai é diferente de ter um pai. Enquanto meu pai estava vivo, eu tinha muitas boas lembranças com ele. Ele era alcoólatra, mas nunca foi um pai agressivo. Ele sempre foi muito amoroso e carinhoso. Por causa da perda do meu pai, tive de amadurecer mentalmente. Após a morte dele, muitas coisas começaram a fazer falta. Isso me motivou ainda mais a trabalhar”, avaliou.

Na sequência, ele diz o que aprendeu com esses momentos. “Aprendi a valorizar realmente a minha família. A olhar para a vida de forma diferente, a desfrutar do futebol, a desfrutar de estar em campo. A jogar com mais amor, a não pensar tanto nos erros”, disse.

Thiago ainda relatou ter sofrido casos de racismo quando atuava pelo Ludogorets, da Bulgária, com pessoas ofendendo até seus filhos após ele marcar o gol da vitória para seu time num jogo. Também comentou que voltou a campo neste ano com lições depois de sofrer duas lesões no joelho em sua primeira temporada pelo Brentford, quando pode atuar em apenas oito jogos.

“No final, foi bom para mim. Também trabalhei em outras coisas. Outras fraquezas. Eu tinha algo que estava faltando um pouco, que talvez não tivesse tempo para trabalhar se não tivesse sofrido aquela lesão. Então, trabalhei mais duro. Aquela lesão me ensinou muito”, afirmou.