Economia

Ibovespa sobe 0,24% em dia de liquidez reduzida por feriado em NY

Ibovespa sobe 0,24% em dia de liquidez reduzida por feriado em NY

O feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos manteve o mercado americano fechado nesta quinta-feira, 22, e reduziu à metade o volume de negócios na B3. Sem a referência das bolsas de Nova York, o Índice Bovespa oscilou em terreno positivo por praticamente todo o pregão, mas sem fôlego para uma alta mais consistente. Ao final da sessão, o índice marcou 87.477,44 pontos, com ganho de 0,24%. O volume financeiro movimentado somou R$ 6,72 bilhões.

Apesar do feriado americano, alguns fatores negativos vindos do exterior pesaram sobre os ativos por aqui, sobretudo no que diz respeito a commodities. Houve queda superior a 2% nos preços do minério de ferro no mercado chinês e depreciação acima de 1% dos preços futuros do petróleo. Na Europa, preocupações com o Brexit e com a crise fiscal da Itália continuaram a influenciar os negócios e as bolsas locais operaram no vermelho.

No cenário doméstico, as atenções continuaram em torno dos nomes que vão compor o novo governo. Uma fonte da área econômica do governo de transição confirmou ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o ex-diretor do BNDES e ex-presidente do Sebrae Rubem de Freitas Novaes será o novo presidente do Banco do Brasil e o economista Pedro Guimarães será o presidente da Caixa.

As ações do Banco do Brasil terminaram o dia com ganho de 1,83%, destoando dos demais papéis do bloco financeiro, onde o viés predominante foi de leves baixas.

“Os nomes que estão sendo divulgados são de pessoas pró-mercado, alinhadas à pauta reformista. A incerteza que existe é o apoio que o Congresso dará à pauta que a equipe do novo governo irá elaborar”, disse Daniel Xavier, economista-chefe do DMI Group.

Segundo Xavier, uma das questões com potencial para gerar algum desconforto são as indicações de nomes ligados ao DEM. De dez ministros indicados, o presidente eleito Jair Bolsonaro destacou três deputados ligados ao partido. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o Democratas não faz parte da base do governo. “O DEM não tem ministério nenhum, não tem indicação nenhuma no governo. A indicação é uma prerrogativa exclusiva do presidente eleito e o DEM não participou de nenhuma indicação”, disse Maia.

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