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Horner projeta Red Bull com motor próprio: ‘Cresceu demais para ser cliente’


O chefe da Red Bull, Christian Horner, vê sua equipe com boas condições de fabricar o próprio motor, algo que deve ocorrer a partir de 2025, visto que a japonesa Honda, atual fornecedora das unidades de potência para a equipe austríaca, deixará a categoria ao final da temporada 2021 da Fórmula 1.

Nos três campeonatos subsequentes, a atual vice-campeã do Mundial de Construtores contará com o sistema da fabricante japonesa, antes de introduzir a Red Bull Powertrains Limited, que deve desenvolver os novos motores da equipe.

“As aspirações desta equipe superam as de alguns dos atuais fornecedores. O que vivemos com a Honda foi uma parceria e um relacionamento fantásticos. É uma pena que chegue ao fim prematuro no final deste ano. Mas eu acho que isso realmente permite que a Red Bull assuma o controle de seu próprio futuro e destino, com esta mudança na unidade de potência e o estabelecimento desta empresa e compromisso”, analisou Horner.

Nas últimas semanas, a equipe austríaca, com o apoio das demais escuderias da Fórmula 1, conseguiu uma importante vitória com o congelamento do desenvolvimento de motores até a adoção de um novo regulamento para as unidades de potência. Essa decisão permitiu que a Red Bull seguisse confiante no seu projeto na categoria máxima do automobilismo. Caso contrário, o grupo austríaco pensaria em deixar a Fórmula 1.

Há alguns anos, sem perspectivas de mudanças e melhora em seu desempenho, a Red Bull chegou a buscar grandes montadoras, como a Audi, para ceder seu espólio. Com novas alterações e maior equilíbrio entre as equipes, em função da imposição de um teto de gastos, a escuderia foi dissuadida.

Caso não pudesse manter o uso da tecnologia da Honda nas próximas temporadas, a equipe austríaca estaria amparada pelo regulamento da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que obriga a fornecedora com o menor número de clientes a ceder sua unidade de potência. Com isso, a parceria com a Renault teria de ser reatada, uma vez que a montadora francesa, em 2021, fornecerá motores apenas para a sua equipe, a Alpine.

Quando chegou à Fórmula 1, em 2005, a Red Bull usou motores Cosworth; no ano seguinte, Ferrari. Durante 12 temporadas, entre 2007 e 2018, foi parceira da Renault, conquistando quatro títulos mundiais de construtores e de pilotos, com o alemão Sebastian Vettel. Após divergências com a fornecedora francesa, iniciou parceria com a Honda, chegando a um terceiro lugar em 2019 e ao vice-campeonato na temporada 2020.

A primeira corrida da temporada 2021 da Fórmula 1 está marcada para 28 de março, em Sakhir, no Bahrein. A equipe austríaca contará com o holandês Max Verstappen e o mexicano Sergio Pérez em seus cockpits. O lançamento do carro será na próxima terça-feira.

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