Horário eleitoral gratuito começa nesta sexta-feira

Candidatos terão 35 dias para apresentar propostas no rádio e na televisão em todo o Brasil

Horário eleitoral gratuito começa nesta sexta-feira

O horário eleitoral gratuito inicia nesta sexta-feira (28) em todo o país, oferecendo aos candidatos dois blocos diários de 25 minutos no rádio e na televisão até 1º de outubro. Durante 35 dias, os postulantes aos cargos em disputa nas eleições apresentarão suas propostas aos eleitores, marcando o início da propaganda política oficial do primeiro turno.

  • O horário eleitoral gratuito para o primeiro turno das eleições começa nesta sexta-feira (28) e se estende até 1º de outubro.
  • Os candidatos terão dois blocos diários de 25 minutos, transmitidos em emissoras de rádio (7h e 12h) e televisão (13h e 20h30).
  • A propaganda é dividida por cargos, sendo dias específicos para Presidente e Deputado Federal, e outros para Senador, Deputado Estadual/Distrital e Governador.

No rádio, a propaganda política será veiculada às 7h e ao meio-dia. Na TV, o horário eleitoral vai ao ar às 13h e às 20h30. Este período de veiculação é crucial para que os eleitores conheçam as plataformas e os perfis dos concorrentes aos diferentes cargos.

A propaganda dos candidatos à Presidência da República e a deputado federal será exibida às terças, quintas e sábados. Já nas segundas, quartas e sextas-feiras, o horário será destinado aos postulantes aos cargos de senador, deputado estadual e distrital e governador.

Além dos blocos fixos, os candidatos terão direito a inserções diárias durante a programação das emissoras. Caso haja segundo turno, o horário eleitoral será exibido entre os dias 9 e 23 de outubro, mantendo a dinâmica de exposição das propostas aos cidadãos.

Quando e onde assistir ao horário eleitoral?

A exibição da propaganda para o cargo de presidente da República começa no sábado (29), no segundo dia de veiculação do horário eleitoral. Os tempos de cada campanha são definidos por critérios específicos da Justiça Eleitoral.

A Coligação Brasil Pronto para Mais, do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá 5 minutos e 31 segundos diários. Esta chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede, refletindo uma ampla aliança partidária.

O PL, do candidato Flávio Bolsonaro, terá 4 minutos e 20 segundos em sua propaganda. A campanha de Ronaldo Caiado (PSD) ficou com 2 minutos e 2 segundos, enquanto o Avante, de Augusto Cury, disporá de 35 segundos de programa.

Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para ter acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não possuíam o mínimo de 13 deputados, nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados, conforme as regras vigentes.

Como é calculado o tempo de propaganda?

O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados. Este critério visa distribuir o tempo de forma proporcional à força política das legendas no Congresso Nacional.

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos. A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) sozinha já contava com 81 parlamentares. Por estar coligada com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade de sua chapa subiu para 127 deputados.

O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas optou por concorrer isolado, o que impacta seu tempo de propaganda. O PSD tem 42 parlamentares e também não se coligou, assim como o Avante, que possui sete deputados, resultando em menor tempo de exposição.

Prazos e datas importantes das eleições

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. Milhões de eleitores são esperados para cumprir seu dever cívico nas urnas.

O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores retornarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno. A mobilização dos eleitores é fundamental para a definição dos representantes eleitos.