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Hong Kong impõe quarentena a viajantes procedentes da China continental

Hong Kong impõe quarentena a viajantes procedentes da China continental

Passageira em ônibus em Hong Kong, no dia 7 de fevereiro de 2020 - AFP

Hong Kong começou neste sábado a impor uma quarentena de duas semanas a qualquer pessoa que chegue da China continental, uma medida destinada a conter a propagação do novo coronavírus.

Qualquer pessoa que chegue da China continental está obrigada a se isolar durante duas semanas em casa, em um hotel ou em qualquer outro alojamento. Os telefonemas diários e as visitas aleatórias permitirão às autoridades se assegurarem de que a quarentena está sendo respeitada. Para aqueles que violarem a medida, são previstos seis meses de prisão.

Com essa medida radical, o governo de Hong Kong espera conter o fluxo de pessoas entre a China continental e o território. “Vamos parar muitas pessoas”, reconheceu o ministro da Segurança, John Lee.

O governo anunciou a medida na noite dessa sexta-feira, seis horas antes dela entrar em vigor.

Os viajantes que desembarcarem em Hong Kong sem ter solucionado onde passarão a quarentena serão levados a centros de alojamento abertos pelas autoridades de Hong Kong.

As pessoas que estiveram na China continental nos últimos 14 dias e que chegaram a Hong Kong de outro país também estão sujeitas a essas medidas.

Aqueles que se apresentem na fronteira com um visto válido por menos de 14 dias terão a entrada negada. Na prática, a medida proibirá a entrada da maioria dos habitantes da China continental, que costumam visitar Hong Kong com vistos de sete dias.

As autoridades recrutaram voluntários para fazer os telefonemas de controle diários e as visitas surpresa a pessoas em quarentena.

Há somente dois postos fronteiriços abertos entre Hong Kong e o resto da China, além do aeroporto do território, cujo número de passageiros também caiu consideravelmente.

Algumas profissões ficam isentas da quarentena, como as tripulações de aviões e barcos e os motoristas de caminhões, que garantem o fornecimento de Hong Kong.

Hong Kong continua traumatizada com a memória da epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Severo (Sars), que matou 299 pessoas em seu território em 2003.

Na semana passada, uma onda de pânico se espalhou pela cidade. Os moradores se apressaram para comprar produtos como papel higiênico, desinfetante para as mãos e arroz.

O governo, no entanto, tentou acalmar a população, garantindo que as reservas de produtos são estáveis e desmentindo os rumores divulgados pela internet de que o território estaria ficando desabastecido.