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Hondurenhos depositam esperança em Biden e preparam novo êxodo para EUA

Hondurenhos depositam esperança em Biden e preparam novo êxodo para EUA

Família descansa à espera da primeira caravana migrante do ano para os Estados Unidos, em San Pedro Sula, Honduras, em 14 de janeiro de 2021 - AFP

Centenas de migrantes formaram, na quinta-feira (14) em Honduras, uma caravana que pretende chegar aos Estados Unidos, atravessando Guatemala e México, em busca de melhores condições de vida, com a esperança de que o próximo presidente, o democrata Joe Biden, abra-lhes as portas.

“Confiamos em Deus que Biden vai nos ajudar. Sabemos que vai tomar posse em 20 de janeiro”, comentou Amanda, que viaja com o filho de 10 anos.

Um posto avançado de 300 pessoas partiu de madrugada da sede de transportes de San Pedro Sula, a segunda cidade do país, 180 km ao norte de Tegucigalpa, para chegar à fronteira com a Guatemala, no posto de Corinto, a 100 quilômetros de distância.

Os hondurenhos dizem fugir da violência das gangues e do tráfico de drogas, fatores aos quais se somaram, nos últimos meses, a luta contra a pandemia da covid-19 e a passagem de dois potentes furacões em novembro.

“Estamos fugindo da miséria. Desde que a pandemia começou em março que não tenho trabalho”, desabafou Jessenia Ramírez, de 36 anos, que deixa o marido e três filhos (21, 18 e 16 anos). Ela espera poder lhes enviar recursos em breve.


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Ela chegou de Santa Cruz Yoja, 60 km ao sul de San Pedro Sula, onde trabalhava como cozinheira em um restaurante que fechou no início da pandemia. Até agora, a covid-19 deixa 131 mil casos e cerca de 3.300 mortes neste país de quase 10 milhões de habitantes.

– Uma viagem “mortal” –

Segundo a convocação nas redes sociais, um grupo de 3.000 pessoas deve partir na madrugada desta sexta-feira do terminal rodoviário de San Pedro Sula.

Os migrantes têm esperança de que Biden seja mais flexível nas normas migratórias do que seu antecessor Donald Trump, uma possibilidade que já havia sido rejeitada por Washington.

“Me chama a atenção a quantidade de latinos que [Biden] colocou em sua equipe de trabalho, isso nos motiva”, disse Diego Bertrand, que afirmou ter sido repórter de um canal de TV local que entrou em crise pela pandemia e se viu forçado a migrar.

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O comissário interino do Escritório de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês), Mark A. Morgan, pediu, no entanto, que o grupo fique em Honduras: “Não percam seu tempo e dinheiro e não arrisquem sua segurança e saúde”.

“É uma viagem mortal”, frisou, em um comunicado.

Em grupos de WhatsApp, são oferecidas sugestões aos participantes, como levar água, ou calçar sapatos confortáveis. Alguns perguntam se podem viajar sem documentos, ou sem teste do covid-19, o que as autoridades guatemaltecas já anteciparam que não vão permitir.

Enquanto isso, a polícia hondurenha distribuiu cerca de 7.000 agentes para garantir a segurança no trajeto da caravana até a fronteira com a Guatemala.

Nesta quinta-feira, ante a chegada iminente da caravana, a Guatemala decretou “estado de prevenção” em sete de seus departamentos, o que lhe permite dissolver até “pela força” aglomerações públicas.

O governo também providenciou postos de controle e apoio a quem precisar, ao longo do caminho, no departamentos de Izabal, Zacapa, Chiquimula, Jutiapa, El Progreso, Petén e Santa Rosa.

O México já anunciou que “não promove, nem permitirá o ingresso irregular de caravanas de pessoas migrantes e continuará agindo de acordo com sua lei migratória e com os protocolos sanitários estabelecidos”. Hoje, 500 agentes de migração foram enviados para Chiapas e Tabasco, na fronteira com a Guatemala.

Em outubro de 2018, várias caravanas partiram de Honduras e se depararam com o muro e com os milhares de guardas de fronteira e militares enviados por Donald Trump para a fronteira sul com o México.

Além disso, Guatemala, México e Honduras firmaram, com o governo Trump, um acordo conhecido como “terceiro país seguro”, no qual se comprometem a colaborar com os Estados Unidos para conter as correntes migratórias procedentes do sul do continente.

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