Homem suspeito de tentar matar ex-companheira com duas armas é preso na zona norte de SP

A Polícia Militar do Estado de São Paulo prendeu nesta segunda-feira, 26, o suspeito de atirar contra a ex-companheira na pastelaria onde ela trabalhava, no bairro do Tremembé, na zona norte da capital paulista, no fim do ano passado.

Segundo a corporação, os policiais faziam patrulhamento preventivo na região do Jardim Campo Limpo, também na zona norte de São Paulo, quando receberam a informação de que Bruno Lopes Fernandes Barreto, de 36 anos, estaria nas proximidades. O Estadão não localizou a defesa de Barreto. O espaço segue aberto.

O homem foi localizado na Rua São José Operário, mas resistiu à abordagem e tentou fugir a pé. A PM informou que, durante a tentativa de fuga, o suspeito descartou uma arma.

Os policiais conseguiram alcançá-lo e efetuaram a prisão. Barreto foi levado ao 73º Distrito Policial, do Jaçanã, responsável pela investigação do caso.

Barreto é suspeito de tentar matar a ex-companheira Evelyn de Souza Saraiva, de 38, em 1º de dezembro do ano passado. O crime foi registrado por câmeras de monitoramento.

Nas imagens, a mulher aparece conversando com o suspeito na pastelaria onde trabalha, na Rua Ushikichi Kamiya. Não é possível ouvir com nitidez o teor do diálogo.

Após soltar uma lata de cerveja, Barreto espera alguns segundos antes de sacar duas armas e atirar pelo menos cinco vezes contra a vítima. Quando Evelyn já está no chão, ele diz: “Você achou que eu estava de brincadeira, né?”. Em seguida, o suspeito foge do local.

A vítima foi atingida nas costas e nos membros inferiores e encaminhada ao Hospital das Clínicas pelo helicóptero Águia 12 da PM. À época, a corporação informou que Evelyn estava consciente e que seu estado de saúde era estável no momento do resgate.

O Hospital das Clínicas afirmou, em nota enviada ao Estadão nesta segunda-feira, que Evelyn recebeu alta ainda em dezembro do ano passado, mas que não está autorizado a fornecer mais detalhes.

Recorde de feminicídios

O Brasil registrou um novo recorde de feminicídios em 2025, mesmo com os dados de dezembro ainda incompletos, segundo balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foram 1.470 casos no período, o equivalente a quatro vítimas por dia.

O número, ainda que parcial, já supera as 1.464 ocorrências registradas em 2024. O balanço ainda não inclui os feminicídios ocorridos em dezembro em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo.

Os dados compilados pelo Ministério da Justiça apontam que, desde 2015, quando o feminicídio passou a ser tipificado em lei, foram 13.448 crimes do tipo no Brasil. São Paulo lidera o ranking no período, com 1.774 casos, seguido por Minas Gerais (1.641) e Rio Grande do Sul (1.019).