Homem se passa por agente do FBI para tentar libertar Luigi Mangione de prisão

Portando um cortador de pizza e garfo para churrasco, Mark Anderson foi detido na mesma prisão de Mangione

Homem se passa por agente do FBI para tentar libertar Luigi Mangione de prisão

Mark Anderson, de 36 anos, foi preso na noite de quarta-feira, 28, após ter fingido ser um agente do FBI e apresentar uma suposta ordem judicial para a libertação de Luigi Mangione, em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York, nos Estados Unidos. O homem portava um cortador de pizza e um garfo para churrasco.

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Natural de Mankato, em Minnesota, Mark Anderson foi levado a um tribunal federal no Brooklyn, quinta-feira, 29, e teve a prisão determinada por um juiz. Ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano, unidade onde também está detido Mangione, apontado como autor do assassinato a tiros do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompsonde, executivo da área da saúde em 2024.

Conforme a denúncia apresentada por promotores federais, Anderson tentou acessar a prisão na noite de quarta-feira, por volta das 18h, alegando integrar o FBI. Para os agentes penitenciários, ele afirmou possuir documentos supostamente assinados por um juiz que autorizariam a liberação do detento.

Ao ser solicitado a comprovar a identidade funcional, ele apresentou apenas uma carteira de motorista emitida em Minnesota. Em seguida, declarou estar armado e passou a lançar documentos em direção aos agentes.

Segundo o The New York Times, os papéis diziam respeito a uma ação judicial movida contra o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Durante a revista, foi constatado que Anderson portava um cortador de pizza e um garfo de churrasco. Ele trabalhou por cerca de um ano em uma pizzaria localizada no Bronx.

O procurador federal Jack Dennehy defendeu a prisão, destacando o histórico criminal do acusado, que inclui passagens por tráfico de drogas e roubo qualificado. Segundo o representante do Ministério Público, Anderson ainda responde a dois processos em andamento no Bronx, um deles relacionado à acusação de ter exibido uma arma de fogo.

Prisão de Luigi Mangione

Luigi Mangione permanece preso e sem direito a fiança. O julgamento dele deve começar com a seleção do júri em 8 de setembro, segundo informaram meios de comunicação locais.

A vítima, Brian Thompson, diretor-executivo da UnitedHealthcare, morreu baleado em uma rua de Manhattan em 4 de dezembro de 2024, quando saía de seu hotel.

As alegações iniciais do julgamento começarão em 13 de outubro, caso o juiz exclua a pena de morte como possível sentença para Mangione. Caso contrário, o início poderá ser adiado para 11 de janeiro de 2027, segundo relataram a ABC News e a CBS.

Os promotores alegam que Mangione perseguiu Thompson antes de se aproximar por trás dele em Manhattan e atirar várias vezes com uma pistola com silenciador. Em seguida, teria fugido de bicicleta.

Mangione foi preso cinco dias depois em um restaurante de fast-food em Altoona, na Pensilvânia, a 370 quilômetros do local do crime.

* Com informações da AFP