VERBANIA, 6 MAR (ANSA) – Um tribunal de Novara, na Itália, condenou nesta sexta-feira (6) um homem a 11 anos de prisão pelo assassinato de seu próprio filho, ocorrido em 2025, após uma discussão familiar em Ornavasso, na região do Piemonte.
Edoardo Borghini, de 64 anos, matou Nicolò Borghini, de 34, depois que o filho voltou para a casa completamente embriagado e atacou seus familiares, especialmente a mãe. Ele a agarrou pelo pescoço, bateu sua cabeça contra a parede e mordeu seu braço.
Na sequência, Nicolò descontou sua fúria no pai, que pegou um rifle que possuía legalmente e, no corredor de sua casa, disparou dois tiros à queima-roupa contra o filho. Imediatamente após o incidente, Edoardo acionou os carabineiros, relatando o ocorrido.
“Ele estava fora de si, completamente desvairado. Achei que precisava impedi-lo”, disse Edoardo em depoimento durante o julgamento.
De acordo com os investigadores, o motivo do surto de raiva de Nicolò foi ter encontrado a porta da garagem de casa fechada.
Os exames toxicológicos revelaram um nível de álcool no sangue de aproximadamente 2,5 gramas por litro e as audiências indicaram outros incidentes de violência por parte do filho.
O Ministério Público de Verbania havia solicitado uma pena de 22 anos de detenção para o réu, mas os magistrados acataram as circunstâncias atenuantes e a acusação de provocação.
“Estou convencido de que há espaço para melhorar esta sentença. Vamos aguardar os fundamentos, mas reconhecemos que os argumentos da defesa foram levados em consideração. Este é um processo muito delicado, já que para Edoardo, a pena não é a prisão, mas o castigo moral de ter matado o próprio filho. Ele nunca encontrará paz”, disse Gabriele Pipicelli, advogado de Edoardo. (ANSA).