Um homem de 22 anos, preso em flagrante no último domingo (26) em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, por estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, foi solto horas depois a pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR). Nesta sexta-feira (1º), ele permanece foragido após um novo mandado de prisão ter sido expedido e a polícia não o localizar em operação na madrugada. O caso chocante levanta questões sobre a celeridade da justiça em casos de tamanha gravidade.
O que aconteceu
- Homem foragido após ser solto por estupro de vulnerável em São José dos Pinhais.
- O suspeito, de 22 anos, foi liberado por pedido do Ministério Público do Paraná horas após a prisão em flagrante.
- Um novo mandado de prisão foi expedido, mas a polícia não conseguiu localizá-lo e ele segue em fuga.
O Ministério Público do Paraná, procurado pela reportagem, não se manifestou sobre a solicitação de soltura do suspeito, tampouco sobre o novo pedido de prisão e o atual status do foragido. A situação alimenta a preocupação pública com a efetividade das ações judiciais e policiais.
A delegada Anielen Magalhães detalhou o modus operandi do agressor. Segundo ela, o homem se aproveitava da sua relação como noivo da tia da vítima para praticar os abusos em ambiente doméstico, um cenário que agrava a vulnerabilidade da criança.
A complexidade dos crimes familiares
“A vítima relatou ter sido violentada sexualmente em três ocasiões – a última pouco antes da chegada da equipe policial. O suspeito confirmou o ato aos agentes no momento da prisão”, afirmou a delegada Anielen Magalhães. Esses detalhes reforçam a gravidade das acusações e a confissão inicial do agressor.
Relatos à polícia indicam que o crime ocorria desde dezembro de 2023, quando a vítima tinha apenas 11 anos, e que o agressor utilizava ameaças para manter a menina em silêncio. A prolongada duração dos abusos e a intimidação constante evidenciam a crueldade do caso.
Qual o papel da justiça em proteger os vulneráveis?
A polícia foi acionada a partir de uma denúncia de estupro de vulnerável. Ao chegar ao local, a corporação informou que uma agressão generalizada contra o homem estava em curso, desferida pela família da vítima que havia descoberto o crime. O homem foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça, mas agora está em local incerto.