Hezbollah afirma que ‘resistência’ é única opção após ataques israelenses

Um alto funcionário do Hezbollah pediu “resistência” neste sábado (21), descrevendo-a como a única opção para o grupo armado pró-iraniano após oito de seus membros morrerem em ataques israelenses no leste do Líbano.

Os bombardeios israelenses são comuns no país, apesar do cessar-fogo que pôs fim à guerra entre Israel e o Hezbollah em novembro de 2024. O Exército israelense afirma estar atacando o movimento pró-iraniano, que acusa de se rearmar, e seu aliado palestino Hamas.

O governo libanês prometeu desarmar o Hezbollah, mas Israel insiste que se reserva o direito de se defender.

Na sexta-feira, o Exército israelense alegou ter atacado centros de comando do Hezbollah no leste do Líbano e alvos ligados ao grupo palestino Hamas no sul.

O Hezbollah relatou a morte de oito de seus combatentes. O Ministério da Saúde libanês registrou 10 mortes no leste e duas no sul.

“O que aconteceu ontem no Vale do Bekaa é mais um massacre e mais um ato de agressão”, declarou Mahmud Qamati, vice-presidente do gabinete político do movimento, em um discurso proferido em Beirute e transmitido pela rede de televisão Al Manar, do Hezbollah.

“Que outra opção temos para nos defender (…), para defender nossa terra, para defender nossa pátria? Que outra opção temos além da resistência? Não temos outra”, acrescentou.

No local, um jornalista da AFP viu uma escavadeira removendo escombros e destroços de um prédio na área residencial onde, segundo uma fonte do movimento, os membros mortos no ataque estavam reunidos.

Os funerais de dois deles, incluindo o comandante Hussein Mohamad Yaghi, aconteceram na cidade vizinha de Baalbek. Centenas de pessoas compareceram, agitando bandeiras do Hezbollah.

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