Economia

Herdeiro da Samsung é condenado por consumo ilegal de anestésico

Herdeiro da Samsung é condenado por consumo ilegal de anestésico

Lee Jae-yong chega ao tribunal de Seul - AFP


O vice-presidente e herdeiro da gigante sul-coreana Samsung, Lee Jae-yong, foi condenado nesta terça-feira por consumo ilegal do anestésico médico propofol, no mais recente revés judicial para o multimilionário, informou a agência de notícias nacional.

O executivo da maior fabricante mundial de telefones e dono da 238ª maior fortuna do mundo, segundo a revista “Forbes”, foi multado em 60.000 dólares pelo tribunal do distrito central de Seul, de acordo com a agência Yonhap. A soma equivale a cerca de 0,0006% da fortuna de Lee, estimada em US$ 10,2 bilhões.

O empresário foi condenado por ter tomado repetidamente o anestésico em uma clínica de cirurgia plástica de Seul, durante vários anos. O propofol é um anestésico médico, mas às vezes é usado com fins recreativos, e uma overdose da droga foi descrita como causa da morte do popstar Michael Jackson, em 2009.

O consumo costuma ser visto como um crime menor na Coreia do Sul, e os promotores pediram inicialmente uma multa de cerca de 40 mil dólares, em um procedimento em que casos menos graves não chegam aos tribunais. Mas o tribunal reverteu a decisão da promotoria e ordenou um julgamento.

“A quantidade injetada é muito alta e a natureza do crime cometido não é leve, considerando a responsabilidade social do réu”, declarou o juiz Jang Young-chae, que multou Lee em 60 milhões de dólares e ordenou que ele renunciasse a cerca de 15 mil dólares em bens, exigindo do mesmo “adotar um comportamento exemplar, que não envergonhe seus filhos”.

Vestindo terno escuro e máscara, Lee, 53, permaneceu em silêncio ao entrar no tribunal, evitando os jornalistas. No início de seu julgamento, semanas atrás, ele se desculpou com o tribunal “por causar tantos problemas e preocupações devido a um assunto pessoal”, mas insistiu em que a injeção era “para fins médicos”.

Embora a multa seja de uma quantia insignificante para o empresário, o caso representou um constrangimento para a Samsung e para Lee, mergulhado em problemas legais por cinco anos devido a um escândalo de corrupção. Há dois meses, ele foi libertado antecipadamente de uma pena de dois anos e meio de prisão por suborno, peculato e outros crimes relacionados ao caso de corrupção que derrubou a ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye.


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