Henri Castelli se pronuncia pela 1ª vez após deixar BBB26: ‘Gratidão’

Ator sofreu duas convulsões e não seguirá no reality show

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Henri Castelli deixou o BBB26 nesta quarta-feira, 14 de janeiro Foto: Reprodução/TV Globo

Henri Castelli deixou o BBB 26, nesta quarta-feira, 15, poucos dias após o início do programa. A saída ocorre após o ator não se sentir bem durante a disputa da Prova do Líder. A notícia foi dada por Tadeu Schmidt, durante o programa ao vivo.

Em uma publicação no perfil do realtiy nas redes sociais, o ator deixou um comentário, se pronunciando pela primeira vez após a saída: “Gratidão por todo o carinho”.

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O que aconteceu com Henri Castelli?

Henri Castelli precisou deixar a competição milionária por orientação médica. Por meio de comunicado enviado à imprensa, a TV Globo disse que, nesta quarta-feira, dia 14, pela manhã, durante a prova do líder, Castelli “teve uma crise convulsiva, foi atendido no provódromo pela equipe médica e levado a um hospital para realização de exames”.

“À tarde, após os resultados não apontarem qualquer problema, Henri retornou ao programa, mas teve uma nova crise. Ele, então, foi levado novamente ao hospital, onde ficou internado em observação. O ator, diante deste quadro, não seguirá no programa”.

Neurocirurgião explica o que pode ter causado a convulsão

O ator Henri Castelli, de 47 anos, sofreu duas convulsões durante o BBB26 nesta quarta-feira, 14. A primeira convulsão ocorreu enquanto ele participava de uma prova de resistência que já durava cerca de dez horas e precisou ser interrompida imediatamente após o mal-estar. Na tarde de hoje, Castelli voltou a passar mal e foi novamente levado para atendimento médico.

Em entrevista à reportagem de IstoÉ, o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola explica que crises desse tipo costumam estar associadas a alterações fisiológicas específicas.

“Em provas prolongadas, os principais fatores relacionados a convulsões são desidratação, hiponatremia associada ao exercício, hipoglicemia, hipertermia severa e o chamado heat stroke. Essas condições provocam uma disfunção cerebral aguda e se enquadram no que a Liga Internacional Contra a Epilepsia classifica como crises sintomáticas agudas”, afirma.

Segundo o especialista, o estresse extremo e a exaustão, isoladamente, raramente são causas diretas de convulsão: “A crise pode acontecer em pessoas que nunca tiveram episódios semelhantes, desde que o estresse leve a alterações mensuráveis, como desequilíbrios hidroeletrolíticos, queda de glicose, privação de sono ou aumento excessivo da temperatura corporal.

“O estresse emocional atua mais de forma indireta, favorecendo comportamentos de risco, como má hidratação, pouco descanso ou uso de estimulantes”, complementa Espíndola.

A distinção entre uma convulsão provocada por esforço físico intenso e uma crise epiléptica clássica exige avaliação médica criteriosa. “As crises associadas ao exercício geralmente ocorrem durante ou logo após a atividade e costumam vir acompanhadas de sinais como sede intensa, vômitos, câimbras, confusão mental ou ingestão excessiva de água. Já as crises epilépticas tendem a surgir sem relação com esforço, podem ocorrer em repouso e têm caráter recorrente”, pontua.

Exames laboratoriais, como dosagem de eletrólitos e glicemia, além de eletroencefalograma e ressonância magnética, auxiliam no diagnóstico.