O movimento islamista palestino Hamas elogiou nesta terça-feira (24) a declaração de quase 20 países contra medidas israelenses para reforçar seu controle sobre a Cisjordânia ocupada e pediu “sanções dissuasivas”.
No início deste mês, Israel adotou medidas com o objetivo de aumentar seu controle sobre a Cisjordânia, que ocupa desde 1967, incluindo áreas sob a jurisdição da Autoridade Palestina, em virtude dos Acordos de Oslo, assinados na década de 1990.
Na segunda-feira, quase 20 países, do Brasil à Arábia Saudita, incluindo França e Espanha, denunciaram a medida como “uma clara estratégia destinada a alterar a situação no terreno e a prosseguir com uma anexação de fato inaceitável”.
“Tais ações constituem um ataque deliberado e direto à viabilidade do Estado palestino e à implementação da solução de dois Estados”, acrescentaram, instando Israel a retratar-se “imediatamente” e a “respeitar suas obrigações internacionais”.
O Hamas considerou esta declaração “um passo na direção certa para confrontar os planos expansionistas da ocupação (israelense), que violam abertamente o direito internacional e as resoluções da ONU”.
A atividade de assentamentos intensificou-se sob o atual governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, um dos mais direitistas da história de Israel, especialmente após o início da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza, em 7 de outubro de 2013.
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