ROMA, 27 FEV (ANSA) – Hamas e Israel realizaram a última etapa da troca de reféns israelenses e de prisioneiros palestinos no âmbito da primeira etapa do cessar-fogo em vigor na Faixa de Gaza desde 19 de janeiro.
O gabinete do premiê Benjamin Netanyahu confirmou o recebimento, por meio da Cruz Vermelha e do Egito, dos corpos de Itzik Elgarat, Tsahi Idan, Shlomo Mantzur e Ohad Yahalomi, que haviam sido sequestrados nos atentados terroristas de 7 de outubro de 2023, mas foram mortos em cativeiro.
Em troca, Israel libertou 596 prisioneiros palestinos, mas uma ONG de defesa dos detentos afirmou que ainda falta soltar um grupo de 46 pessoas composto por mulheres e crianças presas em Gaza após os ataques de 2023.
Ao todo, o Hamas restituiu 33 reféns israelenses (oito deles mortos) e cinco tailandeses durante a primeira fase da trégua, enquanto Israel libertou mais de 1,7 mil prisioneiros. Cerca de 60 pessoas sequestradas nos atentados de 7 de outubro continuam em Gaza.
Hoje um funcionário do governo Netanyahu enviou uma declaração à imprensa local afirmando que as Forças de Defesa de Israel (IDF) não irão retirar suas tropas do Corredor Filadélfia, na fronteira entre o enclave palestino e o Egito, violando um dos termos do acordo.
“Não iremos deixar o Corredor Filadélfia. Não permitiremos que os assassinos do Hamas ajam de novo em nossas fronteiras”, disse o funcionário, que alegou que o grupo fundamentalista estaria utilizando a zona para enviar armas a Gaza. (ANSA).