O deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP) afirmou que, mesmo após declarar que não pretendia ser candidato em 2026, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), irá “mergulhar na campanha” de São Paulo e chega à eleição em melhores condições de derrotar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) do que em 2022, quando perdeu a disputa no segundo turno.
Ao programa IstoÉ Entrevista, exibido no canal de YouTube da IstoÉ, o parlamentar declarou que Haddad “nunca rejeitou” concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, mas queria cumprir “outro papel” no pleito. Alvo de pressão pública de correligionários e colegas de Esplanada, foi convencido pelo presidente Lula (PT) para, assim, garantir que o chefe do Planalto tenha um palanque competitivo no maior colégio eleitoral do país. A pré-candidatura foi anunciada na última quinta-feira, 19, em evento em São Bernando do Campo.

Emídio de Souza (PT-SP), deputado estadual, ao IstoÉ Entrevista: ‘Haddad é um candidato aplicado’
Na última eleição, quando Haddad teve 44,73% dos votos no segundo turno e superou Tarcísio na capital paulista, Lula recebeu 4,3 milhões de votos a mais no estado do que o próprio ministro quando concorreu à Presidência, em 2018. O desempenho foi considerado decisivo para a vantagem de 2,1 milhões de votos que o petista impôs sobre Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial.
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Haddad em melhor patamar do que histórico do PT
Uma das preocupações associada à hesitação do ex-prefeito da capital paulista é o risco de uma nova derrota nas urnas. No início de março, pesquisa Datafolha mostrou Tarcísio com 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% do ministro.
Para Emídio, coordenador da campanha de Haddad em 2022, os números inspiram otimismo. “Em nenhuma eleição anterior [para o governo de São Paulo], os candidatos do PT partiram de um patamar tão alto“, disse o deputado, que apontou pontos de desgaste na gestão Tarcísio a serem explorados pelo aliado. “Haddad fará um contraponto ao governador nessa história de privatizar tudo. As pessoas vão avaliar qual foi o resultado concreto da privatização da Sabesp, as políticas de segurança, o aumento da violência contra a mulher no estado. Tarcísio estará na vidraça. Ele ainda não foi questionado sobre nada disso e, agora, será“.