As últimas pesquisas de intenção de voto para o governo de São Paulo animaram o PT e alimentaram, entre aliados, a expectativa de avanço do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad na preferência do eleitorado, segundo interlocutores ouvidos pela ISTOÉ. Para o partido, o cenário mais provável é a repetição do segundo turno de 2022, com Haddad e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas com desempenho mais competitivo do petista.
No primeiro turno de 2022, Haddad teve 35,7% dos votos, contra 42,3% de Tarcísio. Na pesquisa Datafolha divulgada no início do mês, o petista aparece com 31% das intenções de voto, enquanto o atual governador soma 44%. Na avaliação de dirigentes do PT, o fato de Haddad se manter acima de 30% é considerado um indicativo positivo de competitividade no cenário eleitoral em São Paulo.
A cúpula do partido avalia que esse índice pode crescer nos próximos levantamentos. O Datafolha foi divulgado antes mesmo da oficialização da pré-candidatura de Haddad ao governo, anunciada na última quinta-feira, 19. Aliados acreditam que a formalização pode impulsionar os números e aproximá-lo dos patamares registrados no primeiro turno de 2022.

Haddad e Tarcísio se enfrentaram na eleição em São Paulo em 2022
Ao mesmo tempo, o partido aposta na possibilidade de Haddad avançar sobre eleitores de centro que hoje apoiam Tarcísio de Freitas. Para isso, a estratégia inclui a escolha de um candidato a vice com perfil mais próximo de setores conservadores, como empresariado e agronegócio.
Além disso, petistas avaliam que a candidatura de Simone Tebet ao Senado por São Paulo — com filiação ao PSB prevista para esta sexta-feira, 27 — será peça-chave para ampliar a penetração no interior do estado, onde o partido historicamente enfrenta maior resistência. Outro nome considerado estratégico é o do vice-presidente Geraldo Alckmin, que deve percorrer o estado para dialogar com o eleitorado de centro e fortalecer a campanha de Haddad.