Em ato no Dia do Trabalhador, Haddad promete ‘jornada 7×0’ para reeleger Lula

Ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de SP destaca importância de não medir esforços pela continuidade do presidente

Fernando Haddad
Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, durante café com jornalistas Foto: Diogo Zacarias

Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, prometeu nesta sexta-feira, 01, uma intensa dedicação à reeleição do presidente Lula, descrevendo-a como uma “jornada 7×0”. O ex-ministro da Fazenda enfatizou a necessidade de não medir esforços para garantir que o atual chefe de Estado permaneça no cargo, visando um futuro que se diferencie do que ele chamou de “desastre” do governo anterior.

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O que aconteceu

  • Fernando Haddad prometeu uma “jornada 7×0” de trabalho pela reeleição do presidente Lula.
  • O discurso ocorreu durante um ato do Dia do Trabalho na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.
  • Haddad criticou propostas de venda de patrimônio público e cortes de direitos dos trabalhadores, citando Romeu Zema.

“Agora nós vamos votar pela jornada 5×2 de 40 horas para o trabalhador. E vamos trabalhar na jornada 7 por 0 para eleger o presidente Lula. Porque nós não vamos descansar enquanto não chegar outubro. Temos que ter um horizonte pela frente que não seja o desastre que foi o governo anterior. Nós não podemos medir esforços para lutar por um país que avance do ponto de vista social e econômico e que avance do ponto de vista do respeito à dignidade da pessoa humana”, declarou Haddad durante sua fala no ato do Dia do Trabalho.

O evento foi realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, localizado na capital paulista. Além de Haddad, participaram do encontro a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet. Ambas, Tebet e Marina, são apontadas como possíveis candidatas ao Senado por São Paulo, compondo a chapa com Haddad.

Por que a reeleição de Lula é crucial?

Segundo o pré-candidato, a luta pela reeleição de Lula é fundamental para evitar que o próximo governo priorize apenas os interesses “do andar de cima”, que, em sua visão, se resumem à privatização do patrimônio público e à retirada de direitos dos trabalhadores. “Esses dias o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema disse que vai vender finalmente a Petrobras e o Banco do Brasil. É assim que eles pensam”, afirmou Haddad.

Ele complementou sua crítica, alertando para a agenda que, segundo ele, visa cortar os direitos dos trabalhadores. “E a outra agenda é cortar os direitos de vocês, trabalhadores. Só se ouve falar disso”, concluiu Haddad, ressaltando o que ele considera a dicotomia entre as propostas políticas em disputa.