Haddad quer Durigan no comando da Fazenda, dizem fontes

Para o posto de número dois da pasta a ser deixado por Durigan, Haddad avalia indicar o atual secretário do Tesouro Nacional

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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, observa atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de lançamento de uma plataforma digital para a reforma tributária em Brasília, Brasil, em 13 de janeiro de 2026. Foto: REUTERS/Adriano Machado

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer definir com o presidente Lula a nomeação do seu secretário-executivo, Dario Durigan, como chefe da pasta após sua saída do cargo, prevista para as próximas semanas, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

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Para o posto de número dois da pasta a ser deixado por Durigan, Haddad avalia indicar o atual secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, acrescentaram as fontes, em um desenho que indicaria continuidade da gestão adotada até o momento no ministério.

Segundo elas, o ministro ainda discute quem comandaria o Tesouro, se confirmado esse cenário. As duas fontes afirmaram que essa definição não foi feita, até o momento.

As fontes enfatizaram que a decisão final sobre as nomeações será feita pelo presidente Lula, que tem debatido o tema e ouvido o ministro.

Procurado pela Reuters, o Ministério da Fazenda disse que não vai comentar.

Haddad afirmou na última semana que pretende deixar o cargo ainda no mês de janeiro, mas até o momento não há data anunciada para a saída.

Um fator que poderia atrasar os planos seria uma eventual necessidade de viagem de Haddad à Índia, entre 19 e 21 de fevereiro, com Lula.

Uma terceira fonte disse que a pasta ainda não recebeu convocação do ministro pelo Palácio do Planalto para a viagem.

Responsável pela interlocução entre secretarias e organização dos trabalhos da Fazenda, Durigan exerceu na secretaria-executiva papel relevante nas negociações de medidas econômicas com o Congresso, também tendo se aproximado do presidente Lula.

Haddad tem afirmado que após sair da Fazenda gostaria de colaborar com a campanha para a reeleição do presidente petista, mas seu nome é defendido entre aliados para possíveis candidaturas ao Senado ou ao governo de São Paulo.

Nesta semana, Haddad disse que iniciou conversa com o presidente sobre seu papel nas eleições deste ano, mas que os dois ainda não chegaram a um consenso.