O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 27, que a mudança de gestão do Banco Central representou também uma alteração “drástica” no tratamento do caso Master. Ele lembrou que o esquema começou há cerca de sete anos, sendo revelado recentemente. Haddad concede neste momento entrevista ao Flow News.
Previamente, o ministro da Fazenda já havia mencionado que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tinha consciência “do tamanho do abacaxi que herdou do seu antecessor” quando assumiu a presidência da autoridade monetária, em 2025. Galípolo sucedeu Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ainda sobre esse tema, Fernando Haddad defendeu que “todos estão empenhados” para que as investigações prossigam “até o fim”. O ministro tem avaliado em outras declarações públicas que o episódio eventualmente pode levar a novas responsabilizações, além de defender que a liquidação do banco foi feita “com muito cuidado”.
O ministro da Fazenda defendeu ainda que o Judiciário precisa saber se “auto sanear” (sic), se houver necessidade no desenrolar da investigação do Banco Master. Ele fez essa argumentação após ser questionado sobre o papel do Judiciário e especulações sobre envolvimento de autoridades nessa situação.