Há quem nos melhore e há quem nos piore. É o caso de Bolsonaro

Crédito: Arquivo Pessoal

O colunista de IstoÉ Ricardo Kertzman (Crédito: Arquivo Pessoal)


Particularmente, acredito em muito pouco – ou quase nada – do que não é material, terreno, palpável, observável, real. Religião e misticismo não me atraem com muita facilidade, não. Fé, se eu conheci, me esqueci faz tempo. Talvez por isso esse meu, digamos, azedume com a vida (não confundir com tristeza; muito pelo contrário).

Porém, há o chamado ‘astral’, ou energia como preferem alguns, que me parece, aí sim, ainda que abstrato, certa forma real. Há festas, por exemplo, em que o ‘baixo astral’ paira no ar. Há reuniões em que a ‘energia negativa’ é quase visível. E há também o oposto, quando até um velório assume um ar leve e apaziguador.

Recentemente, cunhou-se um termo para as pessoas que exalam a tal da ‘energia negativa’: pessoas tóxicas. E pessoas tóxicas tornam os ambientes pesados e as relações estressantes. Pior. Pessoas assim conseguem dragar ‘gente melhor’ para o seu próprio subsolo. Tornam homens e mulheres, seres humanos piores.

BOLSONARO

Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, é o caso. Um exemplo perfeito do que há de pior em um ser humano, em todos os aspectos. Inclusive na capacidade de rebaixar quem orbita ao seu redor, mesmo que apenas na esfera do pensamento. Não se faz necessário estar fisicamente ao seu lado para ser atraído pelo ‘lado negro da Força’.

Bolsonaro, admito, me faz um ser humano pior. Mas a culpa não é dele, não. Eu já havia caído na mesma armadilha, à época da funesta cleptocracia lulopetista. E até antes dela, nos anos Sarney. Não há como eu não reconhecer que sou suscetível a pessoas tóxicas. As injustiças acabam me igualando aos malditos injustos.

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De tanto ler, ver e ouvir as barbaridades desumanas desse sujeito, comecei a tentar combatê-lo da pior forma, ou seja, da mesma forma. E isso não só me torna alguém pior, como me faz repetitivo, cansativo, monotemático. Além do mais, brigar com um crocodilo no pântano é morte certa. Eu jamais serei o que Bolsonaro é. Ainda bem.

QUEM TEM AMIGOS

A frase é bobinha, mas é muito legal e correta: “Quem encontra um amigo, encontra um tesouro”. Posso dizer que sou o Tio Patinhas neste caso. Se me especializei em algo nessa vida, foi em colecionar afetos. E, quanto mais os anos passam, mais a coleção aumenta. Daí a importância deste texto muito particular.

Amigos, dos mais recentes, mas já com o mesmo carinho dos mais antigos, me sopraram, como Mother Mary em Let It Be, palavras de sabedoria aos ouvidos. E tanto estavam certos que, passadas muitas horas, ainda me lembro das palavras e da mensagem. Conselho de amigos não se despreza jamais.

Combate, sim; guerra, não. Contundência, sim; baixeza, não. Coragem, sempre; covardia, jamais. O bom combate não termina com vencedores e derrotados. Como diria nossa eterna estoquista de vento, “ninguém vai perder ou vencer”. Saber lutar, pelos motivos justos, é uma dádiva. Não há derrota na virtude. Mãos à obra. Igual, mas diferente. Melhor. Adeus, Bolsonaro. Muito obrigado, amigos.

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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